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Balanço de 2016 e expectativas para 2017: é tempo de aumentar o preço do leite à produção

Em comunicado, como balanço de mais um ano de trabalho, a APROLEP regista o balanço do ano de 2016, que regista como "um ano muito duro para os produtores de leite em Portugal, com preços extremamente baixos e limites significativos à produção". A Associação chama a atenção das exigências futuras, como a descida dos apoios diretos, e a mais justa repartição ao longo de toda a cadeia.

Para além de denunciar o sofrimento, desânimo e desespero vivido por tantas famílias de produtores de leite que depois de uma vida inteira de trabalho numa atividade que exige dedicação permanente, que levou a muitos produtores serem obrigados a vender terrenos, animais de recria, atrasar pagamentos aos fornecedores ou endividar-se até ao limite junto de bancos ou familiares, o comunicado regista a redução de preços que se instalaram entre Janeiro e Outubro.

Face à redução de 4,2% na produção entre Janeiro e Outubro de 2016 face ao mesmo período do ano anterior, a Aprolep faz o balanço das ações de marketing direto, da manifestação que alertou para as responsabilidades de Bruxelas mas também apontou a solução imediata da preferência nacional para apoio aos produtores e escoamento da produção.

Os resultados acabaram por chegar, como refere a Associação "tanto a nível de apoios extraordinários de Bruxelas e do Governo Nacional (parte dos quais ainda irá ser paga), como na iniciativa do Governo avançar com a rotulagem da origem do leite e produtos lácteos, ainda no compromisso assumido por algumas cadeias de hipermercados para vender apenas leite nacional nas principais referências das suas marcas próprias e terminando numa saudável colaboração entre as associações que representam Produção, Indústria, Distribuição, Ministério da Agricultura e Direção Geral de Saúde para esclarecer os consumidores sobre os benefícios nutricionais do leite".

Falta agora o mais importante: aumentar o preço do leite ao produtor. Depois de dois anos com preços baixos, depois de um ano num esforço brutal de conter a produção e de muitas lutas dos produtores na rua a defender os produtos lácteos portugueses, é tempo da indústria fazer um esforço para acompanhar a recuperação de preços que se regista nos mercados internacionais desde há meses. Todos devemos ter consciência que as ajudas conseguidas em 2016 foram extraordinárias e dificilmente serão concedidas no futuro, estando desde já prevista a redução das ajudas diretas à produção de leite em 2017 como consequência da reforma da PAC e das opções políticas do atual governo. Reiteramos que os produtores de leite não querem depender de subsídios, querem receber um preço justo pelo fruto do seu trabalho e isso depende de uma repartição mais justa dos esforços entre distribuição, indústria e produtores, pois verificámos que os sacrifícios têm sido para os produtores e os lucros para o resto da cadeia. 

A Direção da APROLEP 

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