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O fim das quotas segundo a perspectiva dos EUA

Com o fim das quotas de produção de leite a terminar a 31 de Março, os países da UE irão tentar capitalizar as suas exportações mercados comuns aos EUA.

Vacas a pastar (Escócia) Fonte: AgWeb

Um estudo solicitado ao Conselho de Exportação US Dairy (USDEC) examina o provável impacto da eliminação das quotas através da análise dos seis países da União Europeia com a maior quota de potencial de crescimento: Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Holanda e Polónia. Em meados de 2020, os seis serão responsáveis ​​pela grande maioria do crescimento da produção leiteira e pela expansão das exportações.

A análise USDEC determinou que, no cenário mais provável, os seis aumentariam a produção anual de leite em cerca de 12 biliões de Kg. O estudo concluiu ainda que, apesar de uma maior presença europeia, a exportação cria maiores desafios competitivos para os fornecedores americanos, uma vez que a procura dos mercados emergentes irá absorver esses volumes da UE e ainda deixar uma ampla oportunidade para fornecedores norte americanos em quase todos os setores.

Pode-se esperar uma estratégia de exportação inicial da UE a partir de investimentos dos fornecedores ao longo dos últimos dois anos. O estudo identificou cerca de 2,8 bilhões gastos em novas instalações industriais concluídas ou a serem concluídas num um futuro próximo, com um foco claro em leite em pó. Cerca de um terço do investimento foi para fórmulas infantis e outro para para o leite em pó, como mercadoria.

O estudo USDEC prevê que cerca de 85% dessa exportação desses seis países encontre o seu caminho para os mercados do Médio Oriente, África e Ásia em desenvolvimento.

A Irlanda tem sido um dos países mais agressivos na preparação para o aumento da produção e capacidade de processamento, com um objetivo declarado pelo governo para elevar a produção de leite em 50% até 2020. Na Irlanda chamam-lhe a "oportunidade da remoção do século ".

No entanto, apesar da antecipação e preparação, a ideia de que a UE vai inundar o mercado é errónea. Enquanto algumas empresas da UE já estão orientados para a exportação, outros estão a começar a partir de um nível mais baixo de conhecimento, serviços e capacidades. Assim como os fornecedores norte-americanos têm feito, os exportadores da UE terão de fazer investimentos significativos em pessoal, infraestruturas e inovação para maximizar o potencial de mercado externo. Por outro lado, os produtores de leite da UE e a indústria também enfrentam regulamentações ambientais mais restritivas do que os seus homólogos norte-americanos.

O cenário mais provável segundo o USDEC também é de uma linha média: o crescimento da UE pode exceder ou ficar aquém baseado em uma série de variáveis, a principal sendo a confiança dos agricultores. A confiança dos produtores tem vindo a diminuir progressivamente ao longo de 2014, em conjunto com os declínios dos preços internacionais das commodities. 

Segundo o artigo da AgWEB, e em jeito de conclusão, se os produtores norte-americanos continuam a desenvolver competências essenciais, tais como manter as especificações dos produtos apertadas, dando suporte técnico e ao cliente, e melhorando a gestão da cadeia de valor, eles podem esperar continuar a sua evolução como playeres globais e expandir os seus negócios de exportação. 

Fonte: AgWeb, adaptado pela Equipa MILKPOINT.

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LUIS MANUEL SALGUEIRO TAVARES SALINO

LISBOA - LISBOA - MÉDICO VETERINÁRIO

EM 09/03/2015

Enquanto os EUA se preocupam em analisar as consequências para o mercado mundial com o fim das quotas na UE e esta tem já elaborado vários dossiers sobre o mesmo assunto, onde todas as conclusões referem que Portugal será um dos EM's que perderá mais, aqui neste rectângulo nada se discute. Toda a gente parece distraída sobre esta matéria que, em minha opinião vai ser crucial para o futuro do nosso sector leiteiro. Estranhamente não se ouve um "pio" por parte das organizações leiteiras sobre este problema. Dá a ideia de que os seus dirigentes continuam deslumbrados  a olhar para as suas "comendas" ! E dos Açores igual, pois para mim vai ser a região mais penalizada no escoamento do leite se desaparecer o "tampão" que a Espanha ainda representa. Enfim é o sector que temos !!!!!!!!!!!!