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Conhecimentos Práticos 1 - Os 90 Dias Vitais

O que é que significa “Os 90 Dias Vitais”?

O ciclo de lactação pode ser interrompido em diversas etapas, ou fases, dependendo da produção de leite, da ingestão de matéria seca e da gestação. Os 90 Dias Vitais correspondem ao período de tempo decorrido entre aproximadamente dois meses antes do parto e um mês após o parto.
As alterações físicas e metabólicas que ocorrem desde o período da secagem até à lactação, criam um período de alto risco para a saúde e bem-estar da vaca leiteira.

Uma transição bem-sucedida ao longo dos 90 Dias Vitais irá, em última instância, determinar se a vaca consegue passar para as outras fases do ciclo de lactação, em que o seu contributo para a rentabilidade global da exploração é o mais elevado.



O que é que os produtores e os veterinários tentam fazer durante o período dos 90 Dias Vitais?


• Gerir a função imunitária
• Gerir o balanço energético

Que inputs ocorrem durante os 90 Dias Vitais?

• Práticas de maneio
• Uso de complementos nutricionais
• Medidas de controlo e prevenção de mastites
• Programas de vacinação
• Programas de monitorização

O período relativo aos 90 Dias Vitais divide-se, muitas vezes, em dois períodos de tempo distintos: um período de repouso, seguido de uma transição para a fase produtiva do ciclo de lactação.

À medida que a indústria de leite foi adquirindo mais conhecimentos sobre cada uma destas fases, tornou-se óbvio que não são independentes e estanques entre si, mas sim constituem um período contínuo de 90 dias. Nele, existem períodos interligados que podem contribuir para eventos interrelacionados e em cascata, que influenciam tanto os resultados produtivos, como os resultados não produtivos.
Como consequência, durante este período de tempo, o investimento do produtor em medidas preventivas e terapêuticas atinge o seu pico. Os “inputs” do produtor durante os 90 Dias Vitais são tentativas diretas de gestão da função imunitária e do balanço energético.



Quais são as consequências de uma má gestão dos 90 Dias Vitais?

- As doenças pós-parto e uma deterioração do bem-estar da vaca são consequência
de uma má gestão da função imunitária e do balanço energético, durante os 90 Dias Vitais.

Gestão do balanço energético e da função imunitária

Quase todas as vacas leiteiras sofrem algum grau de imunossupressão durante os 90 Dias Vitais, nas duas a três semanas antes e após o parto.
Registam, igualmente, um défice energético, uma vez que os requisitos energéticos da lactação duplicam rapidamente quando ocorre o parto das vacas e se inicia a lactação.

Uma nutrição adequada, o uso correto de complementos nutricionais, a maximização do conforto da vaca, a minimização de interações sociais negativas e uma gestão correta dos comedouros, são algumas das práticas de maneio utilizadas durante os 90 Dias Vitais, que ajudam a gerir o balanço energético e a função imunitária durante este importante período.
Os programas de vacinação, os programas de prevenção e controlo de mastites e a monitorização, são também procedimentos frequentemente utilizados durante os 90 Dias Vitais.

Apesar destes inputs e investimentos feitos nos 90 Dias Vitais, continuam a existir, frequentemente, muitos resultados negativos. As doenças que ocorrem durante o período peri-parto são danosas, uma vez que diminuem diretamente a produção de leite, aumentam os custos do tratamento e potenciam a mortalidade, bem como o risco de refugo.
Afetam indiretamente a rentabilidade, diminuindo a produção futura e aumentando o risco de outros problemas de saúde da vaca. Também podem ter impacto no êxito de futuros eventos fisiológicos, tais como a reprodução. Têm igualmente um efeito adverso no bem-estar das vacas afetadas.

É necessário gerir o balanço energético e a função imunitária durante os 90 Dias Vitais, para minimizar a ocorrência de doenças após o parto.

- A gestão do balanço energético minimiza a cetose, o deslocamento do abomaso e a disfunção ovárica.
- O restabelecimento da função imunitária minimiza a retenção placentária, a metrite e a mastite.

Referências:


1. Hoeben D, et al, Chemiluminescence of bovine polymorphonuclear leucocytes during the periparturient period and relation with metabolic markers and bovine pregnancy-associated glycoprotein. Journal Dairy Research 2000; 67 (2): 249-259.

2. Drackley JK, Dann HM, Douglas GN, Physiological and pathological adaptations in dairy cows that may increase susceptibility to periparturient diseases and disorders. Italian Journal of Animal Science 2005; 4 (4): 323–344.

3. Duffield T, Impact of hyperketonemia in early lactation dairy cows on health and production. Journal Dairy Science 2009; 92 (2): 571–580.

4. Butler WR, Smith RD, Interrelationships between energy balance and postpartum reproductive function in dairy cattle. Journal Dairy Science 1989; 72: 767–783.

5. Kimura K, Goff JP, Kehrli ME, Decreased neutrophil function as a cause of retained placenta in dairy cattle. Journal Dairy Science 2002; 85 (3): 544–550.

6. Hammon DS, et al, Neutrophil function and energy status in Holstein cows with uterine health disorders. Veterinary Immunology and Immunopathology 2006; 113: 21–29.

7. Sordillo LM, Factors affecting mammary gland immunity and mastitis susceptibility. Livestock Production Science 2005; 98: 89–99.


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