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Conhecimentos práticos 5 - O sistema imunitário e a mastite

O sistema imunitário e a mastite

Defesas inatas do organismo

A mastite é uma inflamação da glândula mamária.  O termo deriva da palavra Grega mastos, que signifia "mama" e do sufio “ite”, que signifia “inflamação”. A inflamação é a resposta de um tecido ou órgão a um traumatismo ou lesão, irritação química ou infeção por microrganismos. A inflamação da glândula mamária é geralmente provocada por microrganismos.

O sistema imunitário de uma vaca leiteira está constantemente a ser desafido pelos microrganismos causadores de doenças que se encontram no seu meio ambiente.

Sistema imunitário adquirido e a mastite

A vacinação contra a doença estimula essencialmente o sistema imunitário adquirido para produzir anticorpos contra um agente patogénico específio. Por uma série de motivos, as estratégias da vacinação contra microrganismos causadores de mastite bovina tiveram um sucesso limitado na prevenção de novas infeções.

Sistema imunitário inato e a mastite

Um bom estado de saúde do úbere requer um sistema imunitário inato completamente funcional. O sistema imunitário inato é composto por três componentes. Cada um destes três componentes constitui uma parte importante do mecanismo de defesa da vaca contra a mastite.

Barreiras físicas:

As barreiras físicas, tais como a pele dos tetos, uma extremidade do teto saudável e a queratina do canal do teto são fundamentais, dado que impedem a entrada de agentes patogénicos bacterianos no úbere.

Resposta inflamatória:

A resposta inflamatória envolve cinco sinais principais:

• Edema ou inchaço • Calor • Perda de função • Vermelhidão ou rubor • Dor


Uma resposta inflamatória da glândula mamária é prontamente reconhecida como uma evidência de mastite clínica. Estes sinais são uma clara indicação de que o sistema imunitário inato está a responder à invasão de um agente patogénico bacteriano. A mastite clínica é definida pela presença de leite visualmente anormal, indicando um processo inflamatório ativo no úbere.

A inflamação é uma resposta normal e necessária da glândula mamária no combate à invasão microbiana. Esta resposta é desencadeada quando o organismo sente que está a ser alvo de ataque. A inflamação recruta células fagocitárias, que migram para o local da infeção.

Resposta fagocitária:


A principal célula fagocitária observada numa glândula mamária infetada é o neutrófio. Na glândula mamária, os neutrófios reconhecem, envolvem e destroem as bactérias invasoras. Os neutrófios são o principal mecanismo não específio de defesa do hospedeiro, eliminando os agentes patogénicos causadores de mastite da glândula mamária.

Medição da resposta imunitária inata à mastite


A contagem de células somáticas (CCS) é uma medição indireta da resposta imunitária inata. As células somáticas predominantes num úbere saudável e não infetado são os macrófagos.
Quando a glândula mamária é desafida por um agente patogénico bacteriano, induzindo uma resposta inflmatória, o sistema imunitário inato começa a recrutar neutrófios para o quarto infetado e a CCS aumenta rapidamente. Num instante, as células somáticas desse quarto passam a ser predominantemente neutrófios. Se os neutrófios não forem bem-sucedidos a eliminar os desafios bacterianos numa fase precoce, o quarto irá desenvolver mastite clínica ou subclínica.

Imunossupressão e períodos de alto risco de mastite

A causa de imunossupressão no período peri-parto é complexa e não se limita a um tipo específio de células ou componente do sistema imunitário. Antes pelo contrário, tem um vasto âmbito, afetando muitas partes da resposta imunitária, nomeadamente um declínio de 25–40% da função dos neutrófios, o que é muito importante pois torna a vaca suscetível a mastites durante esse período de tempo.
O risco de mastite aumenta por volta do período de secagem e no período peri-parto. Por conseguinte, o que acontece nos 90 dias Vitais irá ter impacto nesta importante e dispendiosa doença.



O porquê do risco em torno do período de secagem?

A lavagem do canal do teto pela excreção do leite cessa e a prática da imersão dos tetos após a ordenha é descontinuada. Pode gerar-se pressão intramamária e levar à perda de leite nos tetos.

Além disso, 23% dos quartos continuavam abertos, seis semanas após o período de secagem.

O porquê do risco durante os períodos pré-parto e pós-parto?

Quase todas as vacas leiteiras sofrem algum grau de imunossupressão durante as duas a três semanas antes e após o parto.
Além disso, o tampão de queratina pode sofrer uma rotura e o nível de antibiótico de qualquer terapêutica para vaca seca será, muito provavelmente, insuficiente para prevenir novas infeções.

Mensagem a reter: Um sistema imunitário inato completamente funcional é um requisito para um bom estado de saúde do úbere.

Referências:

1. Goff JP, Horst RL, Physiological changes at parturition and their relationship to metabolic disorders. Journal Dairy Science 1997; 80 (7): 1260–1268.
2. Dingwell RT, Association of cow and quarter-level factors at drying-off with new intramammary infections during the dry period. Preventive Veterinary Medicine 2004; 63: 75–89.

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