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HIPRA: Eficácia da vacinação para Staphylococcus aureus e dinâmica da infeção intramamária de estafilococos coagulase negativos em 2 explorações leiteiras.

*Texto baseado no artigo: Y. H. Schukken, V. Bronzo, C. Locatelli, C. Pollera, N. Rota, A. Casula, F. Testa, L. Scaccabarozzi, Ricard March, Daniel Zalduendo, Roger Guix, e P. Moroni (2014). J. Dairy Sci. 97:1-15

Apesar de todos os esforços e avanços nas várias frentes de combate à mastite, ela continua a ser uma doença importante nas explorações leiteiras e, devido aos elevados custos da mastite clínica, a redução da gravidade dos sintomas da mastite e a obtenção de uma solução mais rápida das infeções estabelecidas é de grande valor para os produtores de leite.

A eficácia da vacinação contra Staphylococcus aureus e SCN (estafilococos coagulase negativos) é um conceito muito diferente da eficácia da vacinação contra E. coli. Enquanto que com E. coli espera-se que a vacina reduza a gravidade da infeção, com Staph. aureus e CNS, a vacina é particularmente importante quando a vacinação resulta numa redução da incidência e duração da infeção, as principais contribuições para a dinâmica da infeção no efectivo.
Os estudos de estímulo experimentais com Staph. aureus demonstraram um efeito da vacinação na quantidade de terapêutica bacteriana após o estímulo; no entanto, estes estudos experimentais não conseguiram demonstrar uma redução na transmissão da infecção.

O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia de uma vacina comercial (HIPRA, Espanha) que pretende reduzir as infeções intramamárias (IMI) por Staphylococcus aureus e CNS em condições de campo.

Durante os 21 meses do estudo, foram registadas 1156 lactações de 809 vacas em 2 rebanhos (A e B), com um total de aproximadamente 450 ordenhas de vacas leiteiras em qualquer momento. Os rebanhos tinham uma prevalência conhecida de Staph. aureus de pelo menos 5% das vacas e CCS/ml em tanque de leite entre 250.000-400.000. Não foi realizada uma segregação das vacas com base no estado das IMI ou no nível da CCS em nenhuma das explorações.
A vacinação foi realizada de acordo com as recomendações da bula no período seco e no início da lactação.

A primeira vacinação foi realizada no dia 45 (±3 dias) antes da data prevista para o parto, a segunda vacinação no dia 35 a partir da primeira dose (±3 dias), correspondente ao dia 10 antes da data prevista para o parto e a terceira vacinação ocorreu a 52 do pós parto (±3 dias). As vacas que passaram por um segundo período seco durante o estudo foram mantidas no mesmo grupo de tratamento (vacinadas ou controlo). Não foi usado placebo ou vacinação simulada neste ensaio.

Durante a primeira fase do estudo, todas as vacas com o parto próximo foram vacinadas até que aproximadamente 50% das vacas do estudo em ordenha estarem vacinadas (a ~6 meses). Nesse momento, quando foi alcançada uma cobertura de 50% de vacinação, as vacas com parto próximo foram aleatoriamente atribuídas ao grupo de vacinação ou como controlos negativos. Deste modo, partimos do princípio que este estudo foi essencialmente um ensaio cego, controlado e aleatorizado, dado que os funcionários das explorações não tinham conhecimento da vacinação.
Foi colhida uma amostra de quarto mensal de todas as vacas lactantes nas explorações durante o período do estudo. Além disso, foram recolhidas amostras dos quartos pelos funcionários das explorações quando ocorreu um caso de mastite clínica, quando ocorreu a secagem da vaca, após o parto e animais de refugo. Foram analisadas a taxa de cura, a taxa de novas infecções, a prevalência e a duração das infecções.
O desenho do estudo escolhido, com a combinação das vacas vacinadas e vacas de controlo, permitiu-nos estimar a eficácia da vacina nos rebanhos quando foi utilizado um calendário de aleatorização nos efectivos.

A eficácia da vacina foi moderada no nosso ensaio de campo em 2 rebanhos de vacas leiteiras comerciais. A vacinação conseguiu reduzir a taxa de reprodução básica de SCN e Staph. aureus em ambas as explorações. Os dados indicam que a vacinação vai resultar na redução da taxa de reprodução básica de Staph. aureus em aproximadamente 45% e na taxa de reprodução básica de SCN em aproximadamente 35%. A eficácia dependeu do grupo de idades dos animais, sobretudo para Staph. aureus, em que os animais na primeira lactação demonstraram um valor significativamente maior quando comparado com animais na terceira lactação ou mais.

A eficácia da vacina observada pode variar dependendo das práticas de gestão da exploração, dado que identificamos diferenças significativas entre as explorações. A prevalência de Staph. aureus permaneceu a mesma ou diminuiu ligeiramente na exploração A, mas reduziu drasticamente para uma prevalência muito baixa na exploração B. Por exemplo, nas explorações com um bom maneio, a taxa de reprodução básica (R0) para Staph. aureus iria diminuir de 1,5 para 0,83, enquanto que a vacinação em explorações com um maneio mau, iria reduzir a R0 de 5 para 2,75. No exemplo anterior, o Staph. aureus iria demonstrar uma prevalência reduzida, mas continuaria endémico apesar da vacinação, enquanto que, no primeiro exemplo, o Staph. aureus seria eventualmente eliminado devido à vacinação.

Deste modo, a vacinação é uma ferramenta importante na diminuição da incidência. A utilização da vacina em combinação com outros procedimentos de controlo da infeção, como excelentes procedimentos de ordenha, tratamento, segregação e reforma no efetivo infetado conhecido, vai resultar numa diminuição importante na incidência e duração das infeções estafilocócicas intramamárias.



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