FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA PASSWORD SOU UM NOVO UTILIZADOR

HIPRA: Estudo sobre a eficácia de uma vacina polivalente contra a mastite, utilizando diferentes protocolos de vacinação em condições de campo no Reino Unido (2015).

Estudo sobre a eficácia de uma vacina polivalente contra a mastite, utilizando diferentes protocolos de vacinação em condições de campo no Reino Unido (2015). BRADLEY AJ, BREEN JE, PAYNE B, WHITE V, GREEN MJ. J. Dairy Sci. 98: 1–15

As mastites clínicas e subclínicas continuam a ser uma das principais causas de perdas financeiras na indústria láctea e um desafio significativo para os produtores de leite, com um grande número de efectivos que ainda sofrem com níveis inaceitáveis da doença. A vacinação pode desempenhar um papel útil nos programas de controlo de mastite, embora exista uma relativa escassez de estudos de eficácia de campo de grandes dimensões e bem controlados. No entanto, apesar do desenvolvimento de várias vacinas nos anos 1980, com base na estirpe J5 de Escherichia coli, actualmente estas vacinas, embora demonstrem a capacidade de reduzir a gravidade dos sinais clínicos e a duração da infecção, não conseguem demonstrar uma redução na taxa de infeções intramamárias (IIM). Os estudos da utilização de vacinas para coliformes J5 também demonstraram um efeito positivo na produção das vacas vacinadas no momento de recuperar a produção de leite depois de um caso clínico mais rapidamente do que de vacas não vacinadas.

Embora as vacinas contra a mastite estejam disponíveis em vários locais, na União Europeia são relativamente recentes, como a vacina polivalente contra a mastite dirigida a várias espécies de enterobactérias e de estafilococos, desenvolvida pela HIPRA. Estudos de registo demonstraram uma redução na IIM por coliformes e Staphylococcus spp. e uma redução na gravidade dos sinais clínicos da doença quando se utiliza o produto. No entanto, estes estudos de registo basearam-se sobretudo no sul da Europa e foram realizados em condições climáticas e de maneio muito diferentes das verificadas no norte da Europa e no Reino Unido. Uma limitação significativa para a utilização das vacinas contra a mastite foram os regimes de vacinação relativamente pesados que são necessários para alcançar o nível de eficácia pretendido. Por vezes, é necessária vacinação antes e depois do parto. Isto levou ao desenvolvimento de protocolos de vacinação mais práticos e mais fáceis para as explorações, tal como um calendário de vacinação massal onde todas as vacas da exploração são vacinadas trimestralmente. Foram feitas outras tentativas para melhorar a eficácia das vacinas, através do aumento do número de vacinações e de vacinações precoces no ciclo de lactação, para reduzir em parte o efeito das IIM adquiridas durante o período seco. O objetivo do estudo aqui descrito foi investigar a eficácia de uma vacina polivalente contra a mastite no controlo da mastite bovina em condições de campo no Reino Unido, utilizando as recomendações de bula e um calendário de vacinação massal trimestral (3:3:3).

Para se fazer este estudo foram recrutadas, entre setembro de 2010 e janeiro de 2012, um total de 3130 vacas de 7 explorações, no sudoeste do Reino Unido, e foram distribuídas aleatoriamente, dentro de cada exploração, a um dos 3 grupos. O primeiro grupo recebeu a vacina da HIPRA seguindo as recomendações da bula, o segundo grupo foi vacinado a cada 90 dias depois de um ciclo inicial de vacinação e o terceiro grupo não foi vacinado para atuar como grupo controlo. A eficácia da vacina foi avaliada nos primeiros 120 dias de lactação. Não foram aplicados critérios rigorosos relativos à CCS ou à incidência de mastite clínica. Todas as vacas e novilhas que estavam próximas do parto foram selecionadas para recrutamento do estudo, com a condição de estarem saudáveis, terem 4 quartos funcionais, tetos sem lesões significativas e uma data prevista para o parto de forma a permitir a vacinação nas datas previstas antes do parto. Estiveram disponíveis para análise de dados: 1696 lactações em 1549 vacas.


No total, ocorreram 779 casos de mastite clínica nos 3 grupos de estudo e não foram detectadas diferenças significativas na incidência ou prevalência da mastite clínica ou subclínica entre qualquer um dos 3 grupos. A vacinação contra a mastite seguindo as recomendações de bula foi associada a uma redução significativa da gravidade dos casos clínicos. As vacas deste grupo reduziram significativamente as probabilidades de desenvolver mastite clínica que apresente mais do que simples alterações no leite [risco relacional: 0,58; 95% intervalo de confiança (IC): 0,35–0,98]. Do mesmo modo, cada vacinação adicional deu lugar a uma diminuição das probabilidades de desenvolver mastite clínica que tenha apresentado mais sintomatologia do que as alterações no leite (risco relacional: 0,87; 95% IC: 0,77–0,98). Quando ampliamos a nossa análise dos efeitos da vacinação nos refugos para encerrar os primeiros 305 dias de lactação, esta revelou uma diferença significativa no número total de vacas refugadas por grupo de tratamento com 26,2, 18,3 e 24,2% das vacas a serem refugadas, nos grupos de vacas não vacinadas, vacinadas segundo a bula e em ciclos rotativos, respetivamente. A análise dos dados de produção de leite demonstrou que, em média, as vacas vacinadas segundo as recomendações de bula produziram um maior volume de leite (231 litros; IC de 95%: 104,1 a 357,4) e mais sólidos no leite (12,36 kg; IC de 95%: 3,12 a 21,60) do que as vacas não vacinadas nos primeiros 120 dias de lactação.

Em conclusão, as vacas vacinadas estão significativamente menos propensas a ter mastites clínicas graves e produziram significativamente mais leite e sólidos no leite do que as vacas de efectivos não vacinados, dando lugar a um retorno do investimento de 2,57:1, ou seja, 2,7 € de ganho por cada euro investido na vacina, em condições de campo no Reino Unido, com base apenas numa maior produção de leite.



0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint.PT, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.