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Boas notícias para o queijo, más notícias para o leite!

POR ANA FERNANDES

EDITORIAL E NOTÍCIAS DO MILKPOINT

EM 06/09/2016

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A notícia é do Jornal Público de ontem, os dados são do INE: "Portugal é auto suficiente na produção de leite (o grau de auto-aprovisionamento foi de 112,5%), mas este produto alimentar está a afastar-se lentamente da lista de preferências dos consumidores. Pelo quarto ano consecutivo, o consumo de leite caiu e, desta vez, na ordem dos 6%. Em média cada residente consumiu 71 litros, menos oito litros do que em 2014, numa tendência que parece estar a consolidar-se. O jornal acrescenta ainda, como que a jeito de conclusão "à medida que crescem as ofertas no mercado de bebidas vegetais". Pelo contrário, acrescenta o Público, o consumo de derivados aumentou 0,9% em 2015, com o queijo a aumentar a sua importância e a registar uma subida de 6,5%. 

Boas notícias para o queijo (iogurtes e manteiga), más notícias para o leite!

Se olharmos para os dados de consumo dos EUA, verificamos que desde 1975 que a tendência de consumo de leite está a decrescer. É sem dúvida um facto. Se olharmos para os dados da vizinha Espanha, o decrescimento de 2015 face a 2014 é de 5%, estando neste momento em cerca de 73 L por habitante, como regista o El País, "apesar das campanhas para potenciar o consumo, actividades de promoção infinitamente menos potentes que as desenvolvidas a todos os níveis a partir de outros sectores e especialmente no lobby da soja".

Segundo a FAO, o consumo de lácteos no período 2015-2030 iá aumentar na Europa 0,3%, o mesmo aumento registado no período 1989-99, ou seja, inferior ao período 99-2015. 


A expressão é dos AngloSaxónicos, mas deveríamos perder algum tempo a analisar a "Big Picture". Qual é a solução? Proteccionismo? Diferenciação na produção? Exportação? Diferenciação da indústria?

É o tempo de começarmos a ver a Big Picture, ou se quiserem, "ver em perspectiva"!

Big Picture é todo o contexto, não um facto isolado. É o todo de uma análise.




ARTIGO EXCLUSIVO | Este artigo é de uso exclusivo do MilkPoint.PT, não sendo permitida sua cópia e/ou réplica sem prévia autorização do portal e do(s) autor(es) do artigo.

ANA FERNANDES

Coordenadora do MilkPoint Portugal.
Consultora na área Regulamentar em Veterinária.

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PEDRO DE OLIVEIRA PINTO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 09/01/2017

Olá Ana, boa noite!



Os meus melhores cumprimentos.



Além de ter trabalhado em Portugal em indústrias lácteas por cerca de 8 anos, tenho decendência portuguesa por parte de avós paternos e maternos. Se eu não tivesse vindo embora, estaria hoje com igualdade de direitos e dupla nacionalidade. Sei que não dá para voltar no tempo, mas tenho imensa saudades de Portugal, de meus afazeres daí e de todos amigos portugueses. Foram os melhores anos de minha vida aqueles que morei na Ericeira e trabalhava em Odrinhas/Sintra.



Tive a faca e o queijo na mão, como diz o ditado, eu não soube aproveitar, deixando-me levar pelo lado emotivo vivido na época.



Considero Portugal um dos melhores países do mundo para se viver: povo acolhedor, uma rica culinária, belas paisagens e praias, ótimas escolas (minha filha estudava no Colégio São José, na Quinta do Ramalhão, em Sintra). Hoje minha filha já tem 30 anos e lembra-se, também, com saudades, de todos bons momentos que passamos aí.



Não que o Brasil seja ruim para se viver, mas em questões de política, economia e segurança, Portugal está à nossa frente.



E no que tange à qualidade sensorial dos laticínios (leite & derivados), penso que nenhum país do mundo se equipara a Portugal - belos queijos, belos iogurtes, belas sobremesas, belas empresas para se trabalhar e uma cultura rica (politicamente, os portugueses são mais cultos que os brasileiros).



Todo mundo se encanta com os produtos lácteos portugueses: queijos tipo serra, queijo serra da estrela, queijo flamengo, queijos caprinos, queijos com leite de ovelha, enfim, Portugal tem aproximadamente a área territorial do estado brasieiro de Santa Catarina, mas uma cultura formidável.



Lembra-se do Lacticínios Vigor S/A.? Lembra-se da Martins & Rebelo? Lembra-se da Mimosa? Lembra-se da Agros? Lembra-se da Adágio? Lembra-se da atual Lactogal, que engloba muitas marcas, inclusive a antiga Vigor?



Nunca bebi um leite tão bom quanto o leite de alta qualidade VIGOR. Ainda bem que ele continua, mesmo tendo mudado de "donos".



Parabéns Portugal: vocês têm muito a ensinar os brasieiros, afinal são nossos "pais" (nossos colonizadores).



Dizem que quando Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil, no ano de 1500,  havia 5 milhões de índigenas e a população portuguesa era de 500 mil habitantes. Hoje o Brasil conta com 210 milhões de habitantes e Portugal com aprox. 10 milhões de habitantes. Tudo isso em 517 anos de história.



Em matéria de laticínios, o Brasil também tem evoluído muito, porém sempre com aquela característica de empresas muito grandes dominarem o mercado. Não somos nada nacionalistas, ao contrário de Portugal, que dá sempre preferência às empresas nacionais.



Assim como em Portugal, há excelentes profissionais do ramo de laticínios e/ou alimentos no Brasil. Deveria haver um intercâmbio maior entre os dois países, e até incluindo todos os países de língua portuguesa.



Parabéns a Srta, e "amiga" Ana Fernandes pela competência profissional e pelos artigos.
ANA FERNANDES

LISBOA - LISBOA - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 09/01/2017

Saudações, Pedro!

Muito obrigada pelo seu incentivo aí do outro lado do Atlântico!
PEDRO DE OLIVEIRA PINTO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 09/01/2017

Creio que uma maneira de aumentar o consumo de leite é mostrar a importância do leite na alimentação, destacando-se que o leite é o melhor de todos os alimentos existentes para o ser humano. Aqui no Brasil, produz-se, em média, cerca de 90 milhões de litros/dia e o consumo per capta ainda é baixo (o Brasil tem atualmente ao redor de210 milhões de habitantes e uma área territorial 89 vezes maior que Portugal).



Nos últimos anos, tem sido constante o lançamento de produtos lácteos brasileiros sem lactose, devido ao alto índice de pessoas intolerantes à lactose. Acredito ser este um forma de aumentar o consumo de leite e derivados em Portugal, lançando-se novos produtos sem lactose (leite, queijos, iogurtes, requeijã, leite em pó etc.).



A tendência aqui agora é essa: produtos lácteos zero lactose e, no caso de alguns iogurtes e doce de leite, a "moda" ´e consumir produtos lácteos zero lactose e zero de açúcares adicionados.



Os produtos zero lactose (sobretudo os leites UHT) custam, em média, 50% a mais do que o leite com teor de lactose original. Portanto, creio que as inovações tecnológicas e desenvolvimento de novos produtos voltados para se manter a saúde do organismo, sejam as soluções para aumentar o consumo de leite e derivados.



Um outro fator é o preço: hoje estou consumindo leite UHT sem lactose em minha casa e estou pagando R$ 390/litro (1,14 euros, aproximadamente). Já o leite UHT com teor de lactose original chega a ser vendido a R$ 2,39/litro (0,7 euros).



O consumo de leite no Brasil tem aumentado ano a ano, assim como dos derivados lácteos (queijos, iogurtes, leites fermentados, sobremesas lácteas, manteiga, creme de leite UHT, bebidas lácteas aromatizadas etc.).



Creio que o caminho é buscar saída em produtos novos que façam bem à saúde e intensicar as campanhas de incentivo ao consumo de leite, sempre ressaltando que o leite é o melhor e mais saudável de todos alimentos existentes.



Saudações laticinistas!  Um próspero 2017 à toda Equipe do Milkpoint