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O leite também pode contar histórias (e o consumidor ser parte delas)!

POR ANA FERNANDES

EDITORIAL E NOTÍCIAS DO MILKPOINT

EM 30/11/2016

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Na semana passada, o artigo com maior sucesso foi o da "Marca do Consumidor" em França. Para quem não leu, a "marca do consumidor", como é chamada, reúne 50 produtores da Cooperativa Bresse Val-de-Saône, nas proximidades de Lyon, no leste da França. O produto é envasado por uma PME, o LSDH, da região do Vale do Loire. Lançado em outubro nos supermercados Carrefour em Paris e Lyon, é vendido desde novembro nas 5,6 mil lojas em todo o país. O objetivo é garantir uma remuneração adequada aos produtores de leite franceses - que têm enfrentado uma crise decorrente da queda das cotações no mercado, assegurando a continuidade do setor no país.
Desse total, os produtores responsáveis pelo fornecimento da matéria-prima - ligados a uma cooperativa na região de Lyon - receberão € 0,39 por litro, quase o dobro do que obtinham exportando o leite cru para laticínios de Itália. Isso totaliza € 390 por mil litros, bem acima dos € 0,29, em média, que a francesa Lactalis paga.

A previsão da empresa em termos de faturação em 2017 é de € 1 milhão. Sucesso?

Vivemos na era da experiência, vivemos numa época em que as pessoas querem experimentar tudo. Queremos tirar o "máximo proveito da vida". Queremos estar imersos na história, sentir que estamos "a viver a história, não apenas a lê-la". Ao tornar a sua comunidade o personagem principal e ter uma compreensão profunda do que seus clientes querem, será capaz de incluí-los na história, na "experiência", do que está a tentar dizer e vender. Os consumidores estão bastante informados acerca dos prós e contras do que lhes querem vender! Os consumidores querem-se divertir e viver!

E é nesse marketing que se move a marca do consumidor: ele conhece a história e conduziu todo o processo: além do preço, os consumidores definiram todo o processo produtivo, desde o tipo de alimentação das vacas, sem organismos geneticamente modificados, até a embalagem, onde letras garrafais indicam que "este leite paga ao seu produtor o preço justo".

Esta suposta "vulnerabilidade" revela que a sua história vai humanizar a marca e sua empresa, e fazer vender de uma forma muito mais rentável.

Nicholas Chabanne conclui: "É o consumidor quem paga. É ele que tem o poder absoluto". Não é por acaso que o nome oficial da marca é "Quem é que manda?". Sem dúvida, uma história que nos deve inspirar a todos!

Artigo de opinião.



ANA FERNANDES

Coordenadora do MilkPoint Portugal.
Consultora na área Regulamentar em Veterinária.

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