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Probióticos: hóspedes temporários

POR ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

SAÚDE, LEGISLAÇÃO & SEGURANÇA ALIMENTAR

EM 07-08-2015

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* Artigo Original MilkPoint Indústria

Pressupondo que um individuo nasce após 9 meses de gestação, que o seu nascimento foi por parto normal, que recebeu apenas leite materno e por ter boa saúde não necessitou de tomar antibióticos até o primeiro ano de vida. Dentro deste cenário ideal, o seu intestino seria colonizado preferencialmente por bactérias "boas" como lactobacilos (bactérias que podem ser isoladas do leite materno ou do leite de vaca) e bactérias bífidas (que quando observadas ao microscópio têm o formato da letra Y).

Cada um dos fatores acima descrito é decisivo para determinar os grupos de bactérias que irão chegar ao nosso intestino e lá se estabelecerem. Mas mesmo dentro destas condições ideais de chegada ao mundo, alimentação e saúde, acontecerá uma diversificação desta comunidade de microrganismos ao longo dos ciclos da vida sendo que alguns “maus elementos” passarão a fazer parte do grupo. Exemplos disso são bactérias que produzem substâncias putrefativas e outras que eventualmente podem causar doenças. Bons e maus irão conviver em um equilíbrio dinâmico que pode ser quebrado em algumas situações e aí observamos problemas de constipação, diarreia e por aí fora... É como um jogo de xadrez, ou de futebol; temos equipas diferentes que se enfrentam constantemente...

Ao longo da vida e, mais especificamente, durante o envelhecimento, vamos perdendo soldados bons e eventualmente os maus elementos passam a predominar. A boa notícia é que a indústria de alimentos, mais especificamente a de laticínios, tem agregado bactérias boas (que chamamos de probióticos) em alguns de seus produtos.

Todos sabemos que se empregam algumas culturas de microrganismos (bactéria, leveduras ou bolores) para obtenção de vários tipos de alimentos (iogurte, vinho, vinagre, pão, cerveja, queijos, etc.). Mas vale a pena destacar que “probióticos” são microrganismos específicos, que apresentam capacidade de sobreviver ao processo de digestão e que se vão estabelecer (mesmo que por pouco tempo) no nosso intestino. Estas culturas têm sido estudadas cuidadosamente e acrescidas em alguns produtos, especialmente aos lácteos. O carro chefe da adição de probióticos em todo o mundo são os iogurtes e os demais leites fermentados, mas outros produtos lácteos também podem ser encontrados no mercado. No Brasil os produtos lácteos probióticos estão mais restritos aos iogurtes e  os demais leites fermentados, certos tipos de queijos e algumas fórmulas lácteas infantis; mas no mercado internacional outros lácteos probióticos são comercializados, como leite não fermentado, sorvetes, manteiga, buttermilk e o kefir.

Desta forma, existem produtos lácteos que são bons aliados da nossa saúde geral por aportarem bactérias boas ao nosso intestino. Porém, é importante saber que tais culturas de microrganismos não se tornarão hóspedes permanentes, pelo contrário. Depois do consumo de um produto contendo probióticos, essas culturas ficarão conosco por no máximo 2 semanas. Por isso a recomendação é que se faça um consumo regular (de preferência diário) de produtos probióticos, o que garante um aporte constante de "bons soldados". Muitos destes produtos são comercializados na porção "certinha" de consumo, ao que se chama de “dose diária”. Isto significa dizer que é mais interessante para a nossa saúde consumir aquela porção diariamente do que consumir uma grande quantidade de uma só vez e fazer um grande intervalo até consumir novamente.

Ficam as dicas: escolha bons hóspedes para seu intestino! Renove as reservas constantemente! 

ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

Docente da Faculdade de Ciências Aplicadas-FCA/UNICAMP. Graduação em Nutrição (UFPEL), Mestrado em Ciência e Tecnologia Agroindustrial (FAEM/UFPEL), Doutorado em Alimentos e Nutrição (FEA/UNICAMP), Pós Doutorado no TECNOLAT/ITAL.

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SERGIO CHAVEZ

INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 30-04-2017

Juliana SW

El organismo humano de acuerdo a su alimentacion diaria, y a su sustrato grastrointestinal, tiene o acepta a determinadas bacterias probioticas, porque las personas que consumen bebidas alcoholicas, demasiado cafe, no tienen un buen sustrato de prebioticos en sus intestinos y por ellos a las bacterias probioticas tienen dificultad en desarrollarse. Cuando se consumen verduras como achicoria, se forma un importante entramado donde se fijan con facilidad las bacterias probioticas. Como es un tema dificil de explicar en pocas palabras te dejo 2 enlaces que te pueden ilustrar y quedo a tu disposicion.

[PDF]Probióticos en los alimentos - FAO

http://www.fao.org/3/a-a0512s.pdf

1.     Probióticos: resistencia gastrointestinal y microencapsulación - Udlap

http://www.udlap.mx/WP/tsia/files/No4.../TSIA-4(2)-Rodriguez-Guerrero-et-al-2010.pdf
ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

LIMEIRA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 27-04-2017

Bom dia Juliana



Existem no Brasil diversas empresas que fornecem culturas probióticas para inclusão em alimentos (como Chr-Hansen, Sacco, Danisco, Kerry, entre outras). As cepas comercializadas com alegação de probióticas são testadas para sobrevivência por testes de digestão simulada.

Também existem probióticos que são vendidos como "suplementos alimentares" e que devem igualmente passar por testes de sobrevivência antes de serem liberados para comercialização.

Você pode entrar em contato com as empresas fornecedoras e pedir para eles passarem informações sobre os estudos conduzidos para as culturas vendidas por eles.  



Cordialmente



Adriane
CELCIDINA PIRES GOMES

OEIRAS - LISBOA - PESQUISA/ENSINO

EM 03-06-2016

Parabéns pelo artigo! E bem explicado !
ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

LIMEIRA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 10-08-2015

Olá Sr. Ciro



Essa informação procede! Muitos lactobacilos não tem a capacidade de sobreviver por muito tempo nas condições extremas de acidez do estômago e/ou na presença de sais biliares. Assim sendo, se faz necessária a seleção de culturas que tenham essa capacidade.

Para dietas de bezerros será necessário consultar um zootecnista; porque sou nutricionista e só entendo de nutrição humana.



Cordialmente



Adriane