FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA PASSWORD SOU UM NOVO UTILIZADOR

Fonterra reduz oferta e preço internacional do leite tem alta

Depois de registarem os menores níveis históricos no início deste mês, as cotações dos leites em pó inteiro e desnatado tiveram forte alta no leilão de ontem da plataforma Global Dairy Trade (GDT), que é referência para o mercado internacional de lácteos. O preço médio do leite em pó desnatado inteiro subiu 19,1%, para US$ 1.856 por tonelada, conforme resultado divulgado pela plataforma. Já o leite em pó desnatado teve preço médio de US$ 1.521 por tonelada, aumento de 8,5%.


A alta foi reflexo da decisão da cooperativa neozelandesa Fonterra, a maior exportadora de lácteos do mundo e principal player do leilão, de reduzir a oferta de lácteos pelos próximos 12 meses em 56.045 toneladas. Conforme informou a Fonterra no dia 13, uma queda de 62.930 toneladas ocorrerá nos próximos três meses (Nova Zelândia).

De acordo com Valter Galan, analista do MilkPoint Mercado Brasil, ao reduzir a oferta, a Fonterra demonstra que pretende vender a preços mais altos fora dos leilões. Ele observou que outro player importante no mercado de lácteos, a holandesa Friesland Campina, deixou de colocar na plataforma online no início do ano, embora ainda esteja habilitada a vender.

A tendência, disse, é que a partir da agora, os preços negociados no leilão fiquem mais próximos de uma outra referência para o mercado: as cotações do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), para a região da Oceania.

O último dado disponível do USDA indica preço médio de US$ 1.512 por tonelada para o leite em pó desnatado e US$ 1.725 para o integral. Para Galan, diante da menor oferta por parte da Fonterra, os preços "não devem ter quedas significativas" e tendem até mesmo "a ficar estáveis" nos próximos leilões da plataforma GDT. 

Ontem, o CEO da Fonterra, Theo Spierings afirmou, antes do leilão GDT, que a desvalorização do yuan pela China pode impulsionar a procura do país pelos lácteos da Nova Zelândia e, eventualmente, elevar as cotações do leite no mercado, segundo as agências de notícias. O raciocínio é que o enfraquecimento do yuan pode tornar as exportações da China mais competitivas. Isso fortaleceria a economia chinesa e poderia ajudar na recuperação das importações de lácteos pelo país.

Valter Galan observou que os fundamentos que fizeram as cotações do leite em pó registar baixas históricas recentemente persistem:­ elevados stocks na China e produção ainda em crescimento em regiões exportadoras de lácteos, como os Estados Unidos. Mas também avalia que a desvalorização do yuan na China que pode ser favorável ao mercado internacional de lácteos, até porque o produto importado é mais competitivo do que o local. "O grande ponto é qual a dimensão do stock", observou o analista, em referência ao mercado chinês.

O comportamento da procura chinesa é crucial para Nova Zelândia, que produz 20 bilhões de litros de leite por ano e exporta 90% do que produz. A Fonterra compra 87% da produção nacional de leite e exporta boa parte desse volume ao mercado chinês, que no entanto, tem reduzido as compras recentemente.

As informações são do Jornal Valor Económico, e o texto é da equipa MILKPOINT.




0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint.PT, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.