FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA PASSWORD SOU UM NOVO UTILIZADOR

O correto desenvolvimento dos recém-nascidos começa no básico: A Higiene

ANIMAIS JOVENS

EM 23/06/2015

0
0
Ao visitar uma exploração de média dimensão nos EUA, Andy Beckel, autor deste artigo, apreciou a boa gestão e o cuidado que o responsável tinha a manusear os animais recém nascidos, mas algo negativo lhe desviou a atenção, eram as garrafas e sondas de colostro colocadas de lado com restos e culturas de bactérias que indicavam um desleixe na higienização destes materiais. Tal como encontramos nos locais públicos vários lembretes para higienizar as mãos, também na exploração devemos tomar todas as precuções de higiene possiveis, e formar os colaboradores para seguirem esse exemplo numa base diária.

Pode parecer exagerado, mas a higiene em torno dos animais recém nascidos pode ser a diferença entre uma novilha de substituição e uma vitela morta.

Normas básicas de higiene

A melhor forma de avaliar e alterar os protocolos é gradualmente. O autor sugere que se dispenda algum tempo a observar as rotinas com os recém-nascidos dos colaboradores.
Deve ter-se especial atenção quando e como os materiais são lavados. Cada itém que é usado com um recém-nascido deve ser lavado por fora e por dentro, primeiro com água tépida, depois com detergente, deve ser secado e por fim deve ser desinfetado imediatamente antes de ser usado novamente.

Quando se encontram lacunas nas rotinas e nos protocolos, não se deve deixar de dispender tempo a re-formar os colaboradores ou eventualmente começar a usar materiais descartáveis com os recém-nascidos. Estes materiais eliminam a necessidade de lavagens e garantem que o material utilizado está sempre conforme.

Higiene do recém-nascido



Assim que o vitelo nasce deve ser movido para um local limpo e seco assim que possivel e ser seco com uma toalha lavada. Considere que existem três formas de entrada de agentes patogénicos no animal:

- Oral
- Nasal
- Umbilical

As diferenças estão nos detalhes e como tal, deve considerar-se ter sempre luvas descartáveis junto da maternidade e instruir os colaboradores para trocarem as luvas ensanguentadas, usadas para auxiliar a saida do vitelo por uma limpas para limpar o nariz e a boca do animal.
Deve verificar-se regularmente o copo de desinfeção de umbigos. De igual importância é a verificação da forma de aplicação, apenas o umbigo deve ser imerso e não a barriga do animal. A aplicação imprópria pode levar a irritações desnecessárias e outras vias de infeção.

Higiene do Colostro

Providenciar de forma rápida e eficaz o colostro é a ultima forma de dar imunidade ao recém-nascido que irá proteger o animal durante os 10 a 20 dias seguintes, altura em que já terá a capacidade de “construir” a sua própria imunidade. Para ser verdadeiramente eficaz deve ser fornecido ao vitelo na meia hora após o nascimento, rondar os 40 ºC e conter mais de 200 gramas de Imunoglobulina G nos 4 litros de colostro a serem dados.

É imprescindível evitar ao máximo o crescimento microbiano no colostro e para o fazer há 3 simples regras a cumprir:

-  Não introduzirnovas bactérias no colostro
-  Não permitir a multiplicação das bactérias presentes
- Se souber que existe um problema bacteriano na sua exploração, pasteurize-o, preferencialmente no recipiente em que o vai conservar para correr o minimo risco de perder qualidades imunológicas.

Afastar os agentes patogénicos começa na recolha, uma correta higiene do ubere é fundamental, tal como um vaso coletor propriamente desinfetado. Para o armazenamento, o ideal é um saco descartável, com uma ampla e fina superfície que permita um rápido arrefecimento e aquecimento do produto.
Evitar a multiplicação bacteriana é uma questão de tempo e temperatura. O colostro deve ser refrigerado de imediato e não deve permanecer no frigorífico mais de 24 horas, para uma conservação de longo prazo deve ser congelado. Quanto mais rápida fora refrigeração e o posterior aquecimento, menos as hipóteses de crescimento bacteriano.

Está provado que os animais que adoecem jovens também estão mais propensos a contrair doenças em adultos sendo que os tratamentos também são menos eficientes.
Anualmente é gasto muito dinheiro em melhoramento genético para obter cada vez animais mais rentáveis, não devendo nunca serem descartados os cuidados mais simples, básicos e baratos que são igualmente cruciais para um bom desenvolvimento das futuras produtoras.

Este artigo provém originalmente do Progressive Dairyman e foi traduzido e adaptado pela equipa do MilkPoint

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint.PT, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.