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Estratégias e rentabilidade da secagem das ovelhas

A secagem das ovelhas muitas vezes ainda não é concretizada da melhor forma, pelo que a margem de melhoria ainda é muito grande e pode ser uma forma de incrementar os rendimentos da exploração.

Nos rebanhos leiteiros verificou-se que a prevalência das infeções intra-mamárias se pode demonstrar na ordem dos 30 % e que o tratamento com antibióticos 3 a 4 semanas antes do parto pode aumentar a produção na produção de 12 %.

Em rebanhos de ovinos de carne, o problema foi exposto em estudos Espanhóis com a raça Aragonesa, em que se verificou que a prevalência das mastites varia entre os 10 e os 70 %, sendo a média em torno dos 44 %. Os índices técnico-economicos destes estudos demonstraram as consequências negativas das mastites e que a mortalidade dos cordeiros era o dobro em borregos nascidos de ovelhas que apresentaram mastites, e que os ganhos de peso médios diários em 15 % inferiores quando comparados com os borregos de ovelhas sadias.

Secagem das ovelhas


O tratamento com antibióticos no final da lactação, antes do período de secagem em um duplo objetivo: a cura das mastites subclinicas e a prevenção de novas infeções durante o período seco. Este é um dos processos básicos para o controlo das mastites no gado bovino desde a década de 60 atualmente o seu uso é quase standart, independentemente da prevalência da doença. Atualmente para as vacas leiteiras as recomendações são claras, devem secar-se os animais de forma gradual, alargando os intervalos entre as ordenhas.

É cada vez mais frequente que as ovelhas leiteiras cheguem à altura de secagem com produções bastante elevadas, o que estimula os produtores a secar os animais de forma gradual para os úberes não acumularem demasiado leite durante alguns dias o que traria várias consequências negativas. Este raciocínio é válido quando não se aplica nenhum tratamento antibiótico, pois o aumento do leite acumulado também predispões um maior crescimento bacteriano dentro do úbere da ovelha. A secagem gradual das ovelhas tem algumas consequências negativas que devem ser ponderadas, como por exemplo o alargamento para uma ordenha por dia, ou mesmo de 48/48 horas interrompe constantemente a formação do tampão protetor de queratina no canal do teto. Outro efeito negativo que esta abordagem pode trazer é o atraso na inibição voluntária na produção de leite, por o animal ainda regularmente estar a ser estimulado.

Os autores deste artigo recomendam que apenas em casos extraordinários, em que algum animal especialmente produtivo demonstre uma exagerada sobrecarga do úbere seja aplicada uma secagem gradual, mas com múltiplas aplicações de tratamentos antibióticos de secagem.

Para os restantes animais, ovinos leiteiros de diferentes raças e níveis produtivos, é sugerida a secagem brusca com a aplicação de um tratamento antibiótico após a ultima ordenha regular, e a total inibição da amamentação dos cordeiros.

O tipo de antibiótico a ser aplicado deve ser escolhido e protocolizado conforme os agentes patogénicos prevalente na exploração. Desta forma é recomendado que se efetuem antibiogramas de forma regular para os produtos utilizados sejam o mais eficientes possiveis.

Recomendações para a secagem de ovelhas leiteiras

1 – Restrição alimentar das ovelhas quatro dias antes da secagem, passando-as para a alimentação das ovelhas secas

2 – Minimizar as situações de stress

3 - Secagem brusca

4 – Aplicação do tratamentos

4.1 – Palpação mamária, refugando as ovelhas com lesões irreversíveis (nódulos, mastites purulentas ou metades perdidas)

4.2 – Ordenha a fundo da ovelha

4.3 – Desinfeção com soluções iodadas de ação rápida da parte inferior do teto

4.4 – Aplicação de uma pomada intra-mamária adequada ás infeções existentes na exploração.

Foto: nódulo encontrado por palpação

Através de um correto protocolo de secagem, é possível diminuir bastante a incidência das mastites clínicas e subclinicas contribuindo assim para aumentos significativos da produção. Para cada exploração deve ser estudado um protocolo especifico com o suporte de análises clínicas a uma amostra de animais infetados e o apoio do médico veterinário assistente da exploração.

Fonte:
J.C. Marco, A. Esna, A.B. Extramiana, J.A. Requejo, E. Fantova, L. Riaguas y C. Gonzalo, Estrategias y rentabilidad del secado en el ovino, publicado a 21 de abril de 2014 in Albeitar

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