FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA PASSWORD SOU UM NOVO UTILIZADOR

A "qualidade da fibra" em vacas leiteiras

POR NUNO PALMA PINHEIRO DA SILVA

NUTRIÇÃO, FORRAGENS & PASTAGENS

EM 02/01/2014

0
0
A formulação de alimentos para vacas leiteiras de alta produção requer não só o balanço cuidado de nutrientes como a Energia, a Proteína, as Vitaminas e os Minerais, normalmente considerados determinantes, mas também uma especial atenção deve ser dada ao nutriente Fibra, muitas vezes negligenciado.
A Fibra se por um lado é indispensável para um bom funcionamento do rúmen e restantes compartimentos gástricos dos animais é também, e simultaneamente, uma fonte de energia utilizável pela flora ruminal.
Como é sabido os ruminantes conseguem, através da flora microbiana ruminal, digerir os alimentos fibrosos e “extraír” deles nutrientes, designadamente a glicose e os ácidos gordos voláteis resultantes da degradação daquela pela flora ruminal, que fornecem por sua vez energia ao animal. Ora isto não acontece nos animais monogástricos, pelo que representa uma maisvalia considerável na economia digestiva dos ruminantes.
Por outro lado os alimentos fibrosos, pelo seu volume e dificuldade de degradação no rúmen, limitam o potencial de ingestão de quantidade total de alimento e consequentemente o seu conteúdo em energia, aminoácidos e outros nutrientes.
Daí que a expressão nutricional dos alimentos fibrosos que compõem a dieta de vacas leiteiras, também chamados de volume ou alimentação de base, deva ser avaliada não apenas pelo nutriente Fibra Bruta mas sobretudo pelo conceito mais abrangente de Fibra Neutro Detergente (FND) e Fibra Ácido Detergente (FAD) e ainda a Linhina (ADL). Estes valores, determinados em laboratório, de cada um dos alimentos da dieta, sobretudo os alimentos fibrosos mas não só, definem por sua vez a composição da dieta em Celulose e Hemicelulose, carbohidratos de importância primordial na utilização digestiva dos ruminantes e no equilíbrio e funcionamento da flora ruminal, e ainda em Linhina. Na verdade estes determinam não só a “extensão” digerível dos componentes fibrosos mas também a sua capacidade de enchimento ruminal.
Assim, a formulação correcta de arraçoamentos para vacas leiteiras deve procurar por um lado maximizar a ingestão de matéria seca – níveis baixos de elementos fibrosos de volume, isto é, níveis baixos de FND – não deixando todavia de garantir um mínimo de material fibroso indispensável para a manutenção e equilíbrio das funções e condições fisiológicas normais do rúmen – sobretudo níveis de FAD abaixo dos quais a dieta compromete este equilíbrio e põe em risco a saúde dos animais.
É a relação parcial dos diferentes componentes da FND, FAD e Linhina que determina a “qualidade da fibra” a administrar a ruminantes de produção em geral e às vacas leiteiras em particular, ou seja, se é mais rapidamente ou mais lentamente digerida no rúmen, se tem maior ou menor capacidade de produzir efeito “balastro” ou de enchimento ruminal, se é susceptível de fornecer mais ou menos energia à flora microbiana ruminal, etc. Estas questões levam-nos a outra também pertinente: que quantidade de forragem devemos administrar a vacas leiteiras de alta produção? Á qual procuraremos dar resposta em breve.
 

ARTIGO EXCLUSIVO | Este artigo é de uso exclusivo do MilkPoint.PT, não sendo permitida sua cópia e/ou réplica sem prévia autorização do portal e do(s) autor(es) do artigo.

NUNO PALMA PINHEIRO DA SILVA

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint.PT, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.