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Como instalar e alimentar vacas secas?

Proporcionar um ambiente que irá minimizar a exposição a condições sujas é um aspeto central quando se fala de vacas secas e de prevenção de doenças. As vacas secas precisam de se exercitar e sair do chão de cimento. O espaço preparado para as vacas secas deve ter bastante sombra e ser um local com uma boa drenagem uma vez que esta condição é importante para manter um ambiente onde a população bacteriana seja reduzida. Espaços sujos, húmidos ou lamacentos expõem continuamente o úbere a bactérias. A melhor solução é localizar o lote seco num espaço acima da ordenha vedando todas as zonas lamacentas ou com água. Muitos dos casos de mastites por coliformes ou infeções reprodutivas ocorrem quando não se tem este cuidado. Se apenas uma ou duas árvores para dar sombra estão presentes, as vacas amontoam-se sob estas árvores nos dias mais quentes e haverá uma considerável acumulação de estrume num curto período de tempo. O estrume é, claro, uma importante fonte de bactérias coliformes e outros organismos patogénicos, logo a acumulação de estrume resultante da pouca sombra disponível pode resultar em infeções graves do úbere. As pastagens reduzem o risco de mastites ambientais, mas a exposição é aumentada quando as vacas têm acesso a lotes com zonas de sombra limitadas ou com pastagens sobre-utilizadas.



As moscas transmitem uma série de organismos causadores de mastite que podem colonizar lesões dos tetos. A incidência de mastites ambientais é maior durante o verão e outono tal como a infestação por moscas. As moscas podem causar mastite ao picarem os tetos e ao causarem lesões que proporcionam um excelente local para a colonização. Apesar de ainda não ser uma teoria comprovada, parece uma possibilidade lógica. Eliminar os locais de reprodução das moscas é um aspeto fulcral para o controlo. As moscas reproduzem-se preferencialmente em alimentos em decomposição ou em estrume acumulado nas instalações. Outras opções incluem as escovas para esfregar, aditivos dos alimentos e brincos de identificação. O possível papel das moscas na transmissão de mastites de entre vacas é uma das razões para separar as vacas secas das novilhas. Vacas de primeira lactação têm uma surpreendentemente grande proporção de mastites, muitas vezes causadas por microrganismos ambientais.

No que diz respeito à alimentação de vacas secas devem considerar-se alguns tópicos importantes. A condição corporal de uma vaca à secagem deve ser próxima à desejada ao parto. Reservas corporais de energia e nutrientes adequadas são necessárias para atingir e manter a produção durante o início da lactação. Vacas com baixa condição corporal terão uma queda na produção de leite e tornam-se mais difíceis de reproduzir. Durante a lactação tardia é mais fácil restaurar reservas do que durante o período seco. A condição corporal desejada em vacas secas (score de 3+ a 4) é quando a zona das vértebras e do lombo etsão arredondadas. A parte de traseira deve começar a mostrar alguma deposição de gordura e os perfis da tuberosidade isquiática e da articulação coxo-femoral são arredondados. Alguma gordura deve ser também depositada em torno da base da cauda.

As vacas secas devem ser alimentadas com uma ração específica equilibrada para atender às suas exigências nutricionais. O conteúdo da matéria seca da ração deve ser de 10-12% de proteína bruta, 60% de nutrientes digestíveis totais, pelo menos 33% de fibra em detergente ácido, 5.8-7.1 g de cálcio por quilograma (60-80 g por dia total), e 3,1 g de fósforo por quilo (30-40 g por total de dia). A silagem de milho deve ser limitado a 13.6 kg por dia para vacas com cerca de 680 kg. Forneça pelo menos 4,5 kg de feno, de preferência simples ou um mix com leguminosas. Não alimente só leguminosas, uma vez que contêm excesso de proteína e cálcio.

Uma pastagem de gramíneas e trevo com boa qualidade é excelente para vacas secas sendo que provavelmente nem precisa de suplementação. Os trevos e as gramíneas contêm quantidades consideráveis de vitaminas A e E, enquanto forragens armazenadas perdem os níveis de vitaminas ao longo do tempo. A ração para vacas secas deve fornecer 40.000 U.I de vitamina A, 20.000 U.I de vitamina D e 1000 U.I vitamina E por dia, se as vacas não são injetadas à secagem ou se não está disponível forragem fresca. Um sistema de pasto rotativo deste tipo de pastagem forneceria um alimento excelente quer para as vacas secas, quer para as novilhas, especialmente visto que ambos os grupos precisam, muitas vezes, de atenção adicional. Uma pastagem rotativa seria vantajosa em relação a pastagens permanentes contínusa que normalmente são de baixa qualidade. Os grupos de animais necessitariam de ser rodados a cada 3-7 dias, dependendo da qualidade das pastagens, condições de crescimento e número de animais. Vários tipos de pastagens poderiam ser incluídas neste sistema, como de azevém, erva-de-febra, um mix leguminosa-gramíneas e erva do sudão para os meses de verão. Pequenas quantidades de feno (1.5-2 kg) devem estar disponíveis para evitar inchaço.
 
Adaptado pela equipa Milkpoint a partir do original "Proper Dry Cow Management Critical for Mastitis Control" de G. M. Jones (2009)

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