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Composição química dos alimentos: saiba como amostrar a silagem

Por Thiago Fernandes Bernardes
publicado em 28-04-2017

9 comentários
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O desempenho desejado depende da formulação da dieta, a qual é fortemente influenciada pelos dados de composição química dos alimentos que a compõe. A deficiência de nutrientes leva a um desempenho abaixo do esperado e o excesso deles, tem impacto sobre rentabilidade porque os custos com alimentação sobem. Portanto, a composição de nutrientes nos alimentos deve variar o mínimo possível. Para que isso ocorra, a amostragem dos alimentos se torna um fator chave na nutrição animal. Assim, como fazer as amostragem e a frequência amostral são tópicos relevantes para quem usa silagem na dieta dos animais.

Nas Figuras 1 e 2 estão demonstrados os passos que deverão ser seguidos (Do ‘A’..... até o ‘G’). Quando o silo estiver aberto, a primeira etapa (A; Figura 1) é remover silagem ao longo de todo o painel (de cima para baixo e lado a lado). Essa remoção pode ser feita mecanica ou manualmente. A partir da silagem removida que ficou depositada no chão (B), recolha, com as mãos, cerca de 8 porções e as coloque em um balde limpo (C).

Figura 1. Procedimento amostral que deve ser adotado no silo

Composição química dos alimentos: saiba como amostrar a silagem

Transporte o balde até uma superfície rígida e limpa (D; Figura 2), retire todo o conteúdo do balde e o homogeneize bem (E). A partir do conteúdo homogeneizado, dividá-o em quartos (F) e, num saco plástico limpo, coloque o conteúdo de um quarto (G). Vede o saco plástico e identifique-o adequadamente, colocando o nome do amostrador, exploração, a data  e a identidade da amostra (Ex: silagem de milho).

Como enviar a amostra ao laboratório? Para a determinação da composição química e perfil fermentativo, eu sugiro que a amostra seja congelada (não resfriada) e, posteriormente, seja transportada/enviada até o laboratório de interesse.

Figura 2. Manipulação da silagem e finalização do procedimento amostral após a recolha da amostra no campo.

Composição química dos alimentos: saiba como amostrar a silagem
Qual é a frequência amostral a ser adotada?

O correto é repetir este procedimento 3 a 4 vezes ao longo do desabastecimento do silo. No caso um efetivo com alta exigência nutricional, esta frequência pode ser aumentada, pois os valores de matéria seca da silagem podem variar muito e, esta variação, afeta o balanceamento dos nutrientes.

Fique atento aos seguintes pontos quanto à amostragem:

1. Amostras da forragem no momento da colheita não representam a futura silagem. Portanto, se o interesse é saber a composição química da silagem aguarde a abertura do silo;
2. Descarte a silagem deteriorada antes de realizar a remoção do painel;
3. Não retire amostras com as mãos diretamente da face do silo;
4. Faça o procedimento de forma aleatória, ou seja, não seja tendencioso escolhendo ou descartando material (com exceção do apodrecido);
5. Não coloque a amostra a ser encaminhada ao laboratório em sacos de papel, pois a mesma é húmida;
6. Silagem não é um alimento ‘estático’, pois a mesma deteriora-se rapidamente. Portanto, após ensacá-la, congele-a imediatamente.
7. Não se esqueça de identificar a amostra.

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Comentários

Junior Saldanha

São Carlos - São Paulo - Brasil - Produção de leite
postado em 01-05-2017

Muito boa a abordagem do tema..
Grato.

José Ricardo Lobo

Espírito Santo do Pinhal - São Paulo - Brasil - Instituições governamentais
postado em 02-05-2017

Muito importante a matéria sobre amostragem. Uma sugestão para matérias futuras seria quais análises devem ser feitas e os valores médios esperados para uma silagem de boa qualidade.

Thiago Fernandes Bernardes

Lavras - Minas Gerais - Brasil - Pesquisa/ensino
postado em 02-05-2017

Caros Junior e José,

Obrigado pelas palavras de incentivo.
José, eu irei analisar a tua ideia de uma matéria sobre os temas sugeridos. Obrigado pela participação.

Att,

Thiago Bernardes

Sofia Lopes

OUTRA - OUTRO - Técnico
postado em 07-05-2017

Antes de mais, agradeço o cuidado e simplicidade na esquematização e explicação dos procedimentos e pela abordagem do tema. Entretanto, gostaria que esclarecesse sobre a evolução da composição nutricional e qualidade do silo ao longo do tempo, quando ainda fechado e quando aberto. E esclareça, por favor, porque a amostra deverá ser congelada e não somente refrigerada. Já agora, a amostragem de silagem no momento da colheita para determinar apenas a MS é válida para determinar a MS da silagem final?
Muito obrigada

Ana Fernandes

OUTRA - OUTRO - Brasil - Media/press
postado em 08-05-2017

Olá Sofia!
Obrigada pela sua participação!
Vou remeter o seu comentário ao autor do artigo, ok?

Thiago Fernandes Bernardes

Lavras - Minas Gerais - Brasil - Pesquisa/ensino
postado em 08-05-2017

Cara Sofia,

Agradeço pelas palavras de incentivo.
Em relação a 1a parte da tua questão: A amostragem deve ser feita quando o silo está na fase de desabastecimento porque representa a real situação da silagem. Se amostrarmos ainda quando fechado, modificações na composição química poderão ocorrer (Por exemplo: digestibilidade do amido aumenta com o tempo de estocagem). Outro fato é que ao longo do desabastecimento o ar pode ter efeito negativo ou não, dependendo da taxa de retirada. Nós só conseguimos mensurar esse efeito tendo o silo aberto.
Em relação ao congelamento eu preferi escrever dessa forma por precaução. Ou seja, se você a congela nada mais pode ocorrer em termos microbiológicos ou bioquímico. Contudo, se a coleta e a entrega no lab for realizada no mesmo dia não há a necessidade do congelamento.
A MS da forragem fresca não representa a silagem. Ela apenas pode nortear o produtor ou o nutricionista sobre a MS que dará entrada no silo. Em nutrição de precisão é necessário realizar a MS da silagem usando a mesma técnica amostral descrita neste texto. MS flutua ao longo das semanas e isso pode afetar a concentração de nutrientes na ração.
Caso alguma coisa não tenha ficado esclarecida, por favor entre em contato novamente.

Att,

Thiago Bernardes

Sofia Lopes

OUTRA - OUTRO - Técnico
postado em 09-05-2017

Obrigado pelo esclarecimento Thiago! Continuação de bom trabalho

Luciano Renato Cúppari

Timbó - Santa Catarina - Brasil - Consultoria/extensão rural
postado em 13-05-2017

E se eu secar a amostra para que ela fique com 100%MS e enviar nessas condições para o laboratório não seria mais interessante?

Thiago Fernandes Bernardes

Lavras - Minas Gerais - Brasil - Pesquisa/ensino
postado em 15-05-2017

Caro Renato,

Somente a secagem à 105oC irá levar a amostra a ter 100% de MS. Outros métodos não retiram a água na sua totalidade.
Você pode pré-secar a amostra e encaminhar ao lab, mas não é o ideal. Por isso opto por congelar e encaminhar.

Att,
Thiago Bernardes

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