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Forragem de baixa qualidade: o que se pode fazer para aumentar o consumo e a produção de leite?

POR MARCELO HENTZ RAMOS, PHD / DIRETOR

NUTRIÇÃO, FORRAGENS & PASTAGENS

EM 24/04/2015

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*Artigo Originial MilkPoint Brasil
Por Marcelo Hentz Ramos – PhD – Diretor 3rlab

É certamente uma situação pela qual muitos nutricionistas passam durante  determinado período do ano quando trabalham com silagens e/ou pastagens: estes não possuem uma composição bromatológica uniforme. Existem períodos em que há forragem de boa qualidade e períodos com forragem de baixa qualidade: devido à variação na qualidade do solo, densidade das plantas, aplicação dos fertilizantes, velocidade de colheita, entrada de oxigénio no silo, capacidade de manter o maneio da pastagem conforme determinado previamente, etc... São inúmeros os fatores que causam a variação na qualidade da forragem com que trabalhamos.

Quando temos forragem de boa qualidade, a ideia é trabalhar com mais forragem na dieta e menos concentrado para produzir um leite mais barato. O extremo é a situação de termos forragem de baixa qualidade: fornecer menos (pois esta limita consumo), mas irá ser necessário mais concentrado e/ou subprodutos, e o custo de produção do leite vai subir. Existe uma alternativa para este último cenário?

Investigadores do departamento de forragens do departamento de agricultura dos EUA em associação com investigadores da Universidade de Purdue desenvolveram um ensaio com o objetivo de avaliar doses crescentes de carbonato de potássio no desempenho de 207 vacas em lactação. Podemos observar na tabela 1 que as vacas que receberam adição de carbonato de potássio (2.4% de K na dieta final) consumiram 1.4 kg a mais de matéria seca que as vacas no grupo de controlo (1.6% de K na dieta). Este aumento de consumo resultou em 1.5 kg de leite a mais para as vacas suplementadas com carbonato de potássio.

Qual foi a estratégia do ensaio? Utilizar um produto que remova mais rápidamente o conteúdo do rúmen para dar oportunidade à vaca de consumir mais. Podemos também observar na tabela 1 que o conteúdo ruminal das vacas que receberam carbonato de potássio foi 5 kg mais leve que as vacas do controlo. Como é que a comida saiu mais rapidamente do rúmen? O consumo total de água (consumo de água mais a água do alimento) foi 20 litros superior para vacas na dieta de alto potássio. Sim, a estratégia foi aumentar o consumo de água para remover o conteúdo ruminal mais rápido com o objetivo de aumentar o consumo.

É uma estratégia possível de ser adotada nas nossas explorações? (NOTA: o autor refere-se às explorações no Brasil)
Sim. Principalmente nos meses mais quentes do ano em que o consumo de matéria seca irá diminuir tal como em situações de forragens de baixa qualidade. É necessário compreender que o impacto da qualidade da forragem é muito grande no negócio leiteiro: para cada unidade de aumento na digestibilidade do FDN podemos esperar 120 g de aumento no consumo de matéria seca e 210 g de aumento na produção de leite. O contrário também é verdadeiro, a diminuição na digestibilidade do FDN irá causar a diminuição no consumo e na produção de leite.

Este artigo teve como objetivo mostrar uma ferramenta validada pela ciência que pode ser utilizada pelo nutricionista em momentos com forragens de baixa qualidade para evitar a queda no consumo e na produção de leite.

Tabela 1 – Desempenho de vacas leiteiras consumindo dietas com baixa (1.6% de K na dieta) ou alta (2.4% de K na dieta) concentração de K na dieta.



Adaptado do: JDS 98:3247-3256, abril de 2015.

MARCELO HENTZ RAMOS, PHD / DIRETOR

Tecnologia americana gerando resultados no agronegócio Brasileiro.

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MARCELO HENTZ RAMOS, PHD / DIRETOR

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS

EM 12/07/2015

Boa noite Vitor.



Considerando um consumo de 30 kg de silagem (com 35% de MS, seriam 10.5kg), em uma dieta com 50% de forragem teríamos 21 kg de CMS. 21 * 2.4% = 500 g.



Att.
MARCELO HENTZ RAMOS, PHD / DIRETOR

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS

EM 30/04/2015

Boa noite Juber !



Seu pensamento esta correto, entretanto não tenho conhecimento de experimento especificamente com cana de açúcar para recomendar esta técnica.



Correto, adicionado ao concentrado.

Att.

Marcelo