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Potencialize a vedação da sua silagem

POR THIAGO FERNANDES BERNARDES

E RAFAEL CAMARGO DO AMARAL

NUTRIÇÃO, FORRAGENS & PASTAGENS

EM 13/08/2015

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*Adaptado a partir do artigo original proveniente MilkPoint Brasil

As silagens podem ser armazenadas de várias formas, em silos horizontais em trincheira ou de superficie, em "chouriços" ou em rolos plastificados.

A maioria dos produtores prefere os silos horizontais, devido ao baixo custo inicial de investimento e as elevadas quantidades de forragem que podem ser depositadas no abastecimento e retiradas durante o desabastecimento (etapa de fornecimento de silagem aos animais).

Contudo, silos horizontais permitem a exposição de grande parte da massa de silagem ao oxigénio atmosférico, seja durante o periodo em armazém (fermentação) ou no desabastecimento. Em silos de trincheira, as principais áreas que sofrem a influência do ar são as localizadas no topo e as que estão em contato direto com a parede. A presença de ar nessas zonas causa a deterioração aeróbia da massa. Os principais efeitos da deterioração são: perdas de matéria seca, redução do valor nutritivo e desempenho animal e riscos à saúde dos animais e da população humana pelo consumo de produtos de origem animal contaminados com agentes patogénicos e/ou micotoxinas presentes na silagem.

Alguns estudos avaliaram a região periférica de silos trincheira e encontraram que as perdas próximas à parede chegaram ao valor de 76%, enquanto que na zona central do silo o valor máximo alcançou 15%. Desse modo, um problema existente no maneio de silos em trincheira é a conexão entre o plástico de cobertura e a massa de silagem, que, quando mal elaborada, causa elevados prejuízos.

Excelentes resultados têm sido alcançados quando se coloca uma lona adicional sobre cada uma das paredes da trincheira antes de proceder ao abastecimento do silo. Durante o abastecimento, a massa de forragem irá garantir a sustentação do filme plástico que se encontra na parte interna do silo. A parte do filme que se encontra no lado externo deverá cobrir a massa logo após o abastecimento. Após esta etapa, uma nova lona deverá garantir a vedação final da trincheira, conforme está demonstrado na Figura 1.
De ressaltar que os plásticos que estão localizados junto às paredes, não necessitam de ser novos, ou seja, o proprietário pode aproveitar lonas usadas em anos anteriores. Somente o plástico utilizado na última etapa é que deve ser novo. Salienta-se também que esta lona deve ser presa por algum tipo de material (pneus usados; terra; sacos de areia) para garantir o sucesso da vedação.

Os resultados desta estratégia têm mostrado que a massa de silagem que se localiza na região periférica tem sido similar àquela situada na zona central do silo, o que pode ser considerado vantajoso do ponto de vista nutricional e económico.


Figura 1. Diagrama de revestimento das paredes. Etapa 1 = Durante o abastecimento posicione o plástico sobre as paredes; Etapa 2 = Posicione a sobra da lona sobre a massa de silagem após o abastecimento; Etapa 3 = Cubra a trincheira com outro filme plástico.
 

THIAGO FERNANDES BERNARDES

Professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) - MG.
www.tfbernardes.com

RAFAEL CAMARGO DO AMARAL

Zootecnista pela Unesp/Jaboticabal.
Mestre e Doutor em Ciência Animal e Pastagens pela ESALQ/USP.
Gerente de Nutrição na DeLaval.
www.facebook.com.br/doctorsilage

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