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Pragas da planta do milho

No seguimento do artigo publicado anteriormente, Enfermidades foliares frequentes na planta do milho, apresentamos neste artigo algumas das principais pragas que podem afetar a o milho e as suas carateristicas.


a) broca do milho em fase larvar                             b) Rosca ou Nóctua em fase larvar


c) pirale do milho em fase larvar                          d) Afídio em fase adulta


e)Alfinete em fase larvar


a) A Broca do MilhoSesamia nonagrioides, é uma das pragas mais importantes no milho, afectando em Portugal cerca de 50% da área de produção.

Esta praga causa danos nas folhas, nos caules e nas maçarocas, diminuindo a sua capacidade de produção e resistência à acama. Verifica-se uma relação entre a incidência de Broca e a presença de micotoxinas nas maçarocas, consideradas prejudiciais para a alimentação humana e animal.
Pertence à classe dos insetos, à ordem dos lepidópteros e à família Noctuidae. Os ataques a plantas muito jovens, normalmente provocam a morte das folhas centrais. Os danos aprecem em manchas nas searas. Nas plantas atacadas, as folhas murcham e as plantas acabam por quebrar devido às galerias escavadas pelas larvas no interior do colmo. As maçarocas podem também ser atacadas causando a destruição quantitativa e qualitativa da produção de milho.

Como praga desenvolve-se dentro das canas do milho, limita a eficácia dos meios de proteção existentes.

b) As principais espécies de Nóctuas ou Roscas que causam estragos no milho são Agrotis ipsilon e Agrotis segetum, pertencentes à ordem dos lepidópteros e família Noctuidae.
As larvas de Agrotis ipsilon alimentam-se das folhas, mas são frequentes os estragos estenderem-se ao pé da planta, ao nível do solo, provocando o seu emurchecimento e morte. Uma só larva pode destruir várias plantas. Mostram-se dependentes das condições climáticas as quais influem nas migrações e viabilidade dos ovos. Os ataques de Agrotis segetum, apesar das larvas serem muito vorazes, aparecem de uma forma dispersa no campo, enquanto os ataques de Agrotis ipsilon aparecem de uma forma massiva e brutal, em regra, seguidos da sua migração.

A lagarta come à noite e esconde-se durante o dia ao pé das plantas enrolando-se debaixo destas a pouca profundidade.

Preferem solos leves e bem expostos.

c) A Pirale do milho, Ostrinia nubilalis, pertence à classe dos insetos, ordem dos lepidópteros e família Pyralidae.
Nos últimos instares a larva aloja-se no caule ou na espiga (maçaroca) provocando estragos significativos. Os túneis escavados pelas lagartas causam rompimento, dos caules e das flores masculinas sendo os prejuízos consideráveis com queda de produção, acrescida da dificuldade na colheita por quebra dos caules.

Os orifícios de penetração favorecem o desenvolvimento de agentes patogénicos causadores de podridões.

Em caso de ataque, a espiga de milho, o milho doce e o milho de sementes são desvalorizados.

d) Afídios vulgarmente conhecidos como piolhos ou pulgões são homópteros da superfamília Aphidoidea e destes, os mais prejudiciais à cultura do milho são Sitobion avenae, A. metopolophium e Rhopalosiphum maidis.

Os afídeos além de produzirem melada, que dá origem ao aparecimento de fumagina, também provocam o enrolamento e a deformação das folhas, que ficam com aspeto encarquilhado. As flores e os frutos também podem ser atacados. Se a intensidade de ataque desta praga for elevada a cultura pode sofrer perdas diretas na sua produção. São também importantes vetores de diversos vírus.

e) O Alfinete é uma praga do solo e ataca as partes das plantas que se situam ao nível do solo. A espécie predominante no caso do milho é a Agriotes spp.

Os alfinetes pertencem à famíla Elateridae. A larva é alongada com os lados paralelos, atingindo de comprimento máximo, 17 a 18 mm. O corpo é segmentado e constituído por cabeça, 3 segmentos torácicos e 9 segmentos abdominais, sendo o último em ogiva.

Apresenta mandíbulas fortes, curtas, agudas e dentadas internamente. Possui pequenas patas com 5 segmentos. O adulto é um pequeno coleóptero, alongado, achatado e revestido de uma pubescência cinzento-esbranquiçada ou amarelada. A cabeça é larga e pontuada, as antenas são curtas com segmentos irregulares e apresenta fortes mandíbulas. Os ataques destas larvas são mais gravosos nas culturas de Primavera. Nas plantas jovens, podem ocorrer a partir da germinação e prolongar-se por um grande período. As larvas fixam-se ao colo da planta que perfuram e nela se alimentam, a folha terminal da planta fica amarela, murcha e seca.

Na planta atacada, ou à sua volta no solo, pode encontrar-se a larva de alfinete (buraco de 1 a 2 mm provocado pela sua entrada na planta). Os seus ataques podem destruir grande parte da cultura. Por norma, existem duas épocas do ano em que as larvas sobem para as camadas superiores, Abril e Outubro/Novembro. Em solos húmidos as larvas imobilizam-se enquanto em solos secos apresentam maior atividade e causam maiores prejuízos.

Fontes:

José F. C. Barros, José G. Calado, Texto de apoio para as Unidades Curriculares de Sistemas e Tecnologias Agropecuários, Tecnologia do Solo e das Culturas, Noções Básicas de Agricultura e Fundamentos de Agricultura Geral, Universidade de Évora 2014

Malezas, plagas y enfermedades de maize, website da YARA Espanha

Rodrigo Véras da Costa, Carlos Roberto Casela, Luciano Viana Cota, Embrapa Milho e Sorgo, Sistemas de Produção, 2 ISSN 1679-012X Versão Eletrônica - 5 ª edição Set./2009

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