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Subsídios a pastagens unicamente suiças




As vacas suíças precisam de comer apenas pasto nacional para que seus criadores possam receber subsídio. A medida faz parte da nova política agrícola do país, que entrou em vigor este ano. A ajuda ao produtor é de US$ 400 por animal por ano - desde que o pasto seja helvético.

A imaginação da Suíça para definir os seus subsídios ao setor agrícola não tem limites. O país é um dos campeões mundiais de subsídios agrícolas por habitante, juntamente com a Noruega. A ajuda governamental representa 54% da receita dos agricultores helvéticos, perante 18% na União Europeia. O protecionismo suíço faz com que os seus preços agrícolas sejam 60% superiores às médias mundiais.

A nova política agrícola do país também inclui uma série de ajudas ligadas à "boa qualidade da paisagem". Por exemplo: os agricultores recebem um subsídio pelas plantações de gerânios que decoram as janelas das explorações.

Um jardim de flores ou árvores ao longo de vias para pedestres na área rural pode receber US$ 4 mil por hectare, além de US$ 1 mil para a sua manutenção.

Mas até agora sabia-se pouco sobre a ajuda vinculada às vacas - são cerca de 700 mil na Suíça. E a situação foi revelada agora por causa da revolta dos produtores de Genebra, que se sentem prejudicados.

É que a nova política agrícola criou uma ajuda diretamente ligada aos animais: US$ 400 por cabeça levada para o pasto das montanhas no verão. São 100 mil animais nesse caso. Mas a determinação é que essas vacas leiteiras não recebam a ajuda se pastarem além das fronteiras da Suíça. Como o país é pequeno, não são raras "invasões" a França, Alemanha ou Itália.

É exatamente o que acontece no cantão de Genebra, ao lado de França. Produtores suíços têm pastagens no país vizinho, mais baratas. Mas agora reclamam que, para receber o subsídio, terão de levar as vacas para  pastar noutros outros cantões suíços (ou Estados). Além de não compensar economicamente, também não é benéfico para o ambiente, de acordo com produtores.

Um assessor do Departamento Federal de Agricultura suíça disse ao Valor que o Parlamento examinou detalhadamente o tema, mas achou que o melhor seria mesmo condicionar o subsídio ao pasto nacional como medida para evitar o avanço da floresta nos Alpes e também para manter esses terrenos para a pecuária.

Mas os produtores de Genebra não se conformam. Pascal Desbiolles, por exemplo, garante que vai perder aproximadamente US$ 80 mil porque as suas vacas pastam em França.

As informações são do Valor Económico.
 

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