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TTNDFD: uma nova forma de avaliar a qualidade da fibra da forragem

POR MARCELO HENTZ RAMOS, PHD / DIRETOR

NUTRIÇÃO, FORRAGENS & PASTAGENS

EM 26/03/2015

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*Artigo Original MilkPoint Brasil
Por Marcelo Hentz Ramos – PhD / Diretor 3rlab


Após 10 anos de investigações, inúmeros estudantes de mestrado e doutoramento, e aproximadamente um milhão de reais investidos (cerca de 290.000 Euros), o professor David Combs da Universidade de Wisconsin-Madison, desenvolveu uma nova metodologia de avaliação da qualidade da fibra das forragens que permite aos nutricionistas tomarem decisões de grande impacto nas explorações.

O que é o TTNDFD?

A descrição do método é “total tract NDF digestiblity” ou em português “digestibilidade da FDN no trato gastro intestinal total”. Sabemos que a FDN representa a parte fibrosa de uma forragem quando estamos a falar de ruminantes. Portanto, TTNDFD é a porção da fibra da forragem que será utilizada pelo animal. Se o produtor obtiver um relatório de análise de uma silagem de milho com 50% de FDN e estiver a fornecer 10 kg de matéria seca desta silagem por vaca, significa que o animal estará a consumir 5 kg de FDN. Se o relatório mostrar um TTNDFD de 40%, significa que 2 kg de FDN (40% de 5 kg) estarão disponíveis para serem utilizados no rúmen, intestino delgado e intestino grosso, os restantes 3 kg serão excretados.

Qual o impacto do TTNDFD numa exploração leiteira?


Para responder a esta questão necessitamos de fazer uma segunda pergunta. Temos duas silagens de milho, uma com 50% de FDN (silagem A) e outra com 50% de FDN (silagem B). Considerando os restantes parâmetros idênticos, qual será a silagem que permite produzir mais leite? Apenas com estas informações diríamos que são idênticas, entretanto vamos anasilar o TTNDFD. No relatório a silagem A apresentou um TTNDFD de 45%, enquanto a silagem B um TTNDFD de 25%, considerando o mesmo consumo de silagem (10 kg de matéria seca), podemos proceder a alguns cálculos:

Silagem A: 50% de FDN * 10 kg de consumo = 5 kg de FDN * 45% de TTNDFD = 2,25 kg de FDN utilizados e 2,75 kg de FDN excretados.

Silagem B: 50% de FDN * 10 kg de consumo = 5 kg de FDN * 25% de TTNDFD = 1,25 kg de FDN utilizados e 3,75 kg de FDN excretados.

Através da utilização do TTNDFD fica muito claro que a silagem A é muito superior à silagem B. Dr. Combs conclui que para cada 2-3 unidades de TTNDFD haverá uma variação de 0,5 kg de leite. Se considerarmos os exemplos acima, a silagem A tem potencial para produzir mais 3,5 kg de leite (20 unidades de diferença em TTNDFD, divididos por três, multiplicado por 0,5 quilos de leite) por dia que a silagem B. É muito leite!

Já se aplica este conceito no Brasil?


Sim, inúmeros nutricionistas aplicam o conceito de TTNDFD na formulação de dietas nas explorações. Outra grande oportunidade que o método permite é identificar as forragens que podem causar uma diminuição no consumo de matéria seca (CMS) num animal. Quando os nutricionistas recebem um relatório de análise com um TTNDFD baixo (menor que 35%), este diminui a percentagem de forragem na dieta, pois esta certamente estará limitando o CMS do animal. Em contrapartida, forragens com TTNDFD elevado (maior que 42 %) podem ser fornecidas em maior quantidade na dieta sem afetar o consumo, sendo o resultado a diminuição no custo de produção do leite.

Essencial na escolha do híbrido de milho para silagem


Lembre-se “uma diferença no TTNFD de 2-3 unidades representa uma diferença de 0,5 kg litros de leite”. Ilustramos acima o potencial de 3,5 kg de leite somente na diferença de qualidade da fibra (TTNDFD) entre duas silagens com a mesma percentagem de FDN. A variação de qualidade dos híbridos de milho no Brasil é imensa e certamente que a escolha correta do híbrido é um fator essencial no sucesso da atividade leiteira.

MARCELO HENTZ RAMOS, PHD / DIRETOR

Tecnologia americana gerando resultados no agronegócio Brasileiro.

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SAUL@ALGOMIX.COM.BR

TOLEDO - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 20/09/2018

Parabéns por trazerem novos enfoques a nutrição de ruminantes, as novas tecnologias desenvolvidas, necessitam ser repassadas, como fez brilhantemente Dr.Marcelo, o conhecimento precisa ser disseminado e compartilhado, para que todos possamos utilizar e melhorarmos nossos resultados zootecnicos e economicos.