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Benchmarking da eficiência de trabalho e produtividade das fazendas

Por Michael Langemeier, do Centro para Agricultura Comercial da Universidade Purdue (adaptado do MilkPoint Brasil)

É necessária muita mão de obra familiar e contratada para administrar explorações modernas. A mão de obra é um fator importante e custoso e os gestores precisam de perguntar se estão obter a eficiência e a produtividade necessárias para que esse trabalho seja competitivo. Uma forma de avaliar essa questão é usar benchmarks criados usando dados de explorações similares. Benchmarks de trabalho incluiriam mão de obra familiar e operador, bem como mão de obra contratada. Esse artigo foca-se em dois benchmarks: eficiência de trabalho (uma medida de custo) e produtividade do trabalho (uma medida de produção).

Principais benchmarks de trabalho

A eficiência do trabalho é obtida dividindo o custo total do trabalho (mão de obra contratada mais mão de obra familiar e operador) pela receita bruta. O custo da mão de obra contratada e a receita bruta podem ser encontrados nas declarações de resultados da exploração. O trabalho familiar e operador pode ser representado pelas retiradas familiares, que podem ser encontradas nas declarações de fontes e usos de fundos da exploração.

A produtividade do trabalho é obtida dividindo a receita bruta pelo número de trabalhadores. Se todos os funcionários, incluindo o operador ou os operadores, estão totalmente empregados, é relativamente fácil obter o número de trabalhadores. É relativamente mais difícil obter esse dado quando o funcionário trabalha meio período ou quando são funcionários sazonais. Se parte da mão de obra contratada é sazonal ou de meio período, os meses totais trabalhados por todos os funcionários contratados e sazonais devem ser somados e, então, divididos por 12 para se chegar ao número de trabalhadores.

Se a eficiência de trabalho é relativamente alta e a produtividade do trabalho é relativamente baixa, pode indicar que a exploração está a ter dificuldade para suportar todos os funcionários. A pontualidade das operações devem ser incorporadas na avaliação se uma exploração tem excesso de mão de obra. Ao contrário, se a eficiência de trabalho é relativamente baixa e a produtividade é relativamente alta, é importante avaliar a eficiência do uso de maquinaria. 

Caso prático

A eficiência e a produtividade do trabalho para o estudo de caso na região centro-oeste do estado de Indiana foram apresentadas na tabela 1. Essa exploração tem 1.500 acres (607 hectares) de milho e 1.500 acres de soja. O número de trabalhadores representa o operador, um funcionário contratado em período integral e vários funcionários de meio tempo.



A eficiência de trabalho é de aproximadamente 6,2%. A receita bruta por trabalhador é de aproximadamente US$ 990.000. As informações disponíveis de programas de associação de gestão agrícola em Illinois e Kansas sugerem que, para explorações desse tipo e tamanho, a eficiência de trabalho deveria ser de menos de 10% e a produtividade deveria ser de mais de US$ 500.000 por trabalhador. Os valores de referência para essa exploração do estudo de caso alcançaram esses objetivos. É importante usar mais de um ano de dados para benchmark. Isso seria particularmente importante para explorações que fizeram importantes mudanças na sua força de trabalho nos últimos anos.

Conclusões
Esse artigo definiu, descreveu e ilustrou os benchmarks de eficiência e produtividade de trabalho para o estudo de caso de uma exploração. Esta tinha benchmarks de trabalho que cumpriam as metas especificadas. Para aferir completamente a eficiência, seria útil também comparar os benchmarks de lucratividade, eficiência financeira e investimentos  com os de explorações do mesmo tipo e com tamanho similar. Informações adicionais pertinentes a benchmarks podem ser encontradas no site do Centro para Agricultura Comercial (https://ag.purdue.edu/commercialag/Pages/default.aspx).

Fonte: Langemeier, M. "Benchmarking Labor Efficiency and Productivity." farmdoc daily (5):163, Department of Agricultural and Consumer Economics, University of Illinois at Urbana-Champaign, September 4, 2015, publicado em www.dairyherd.com e traduzido pela Equipe MilkPoint.
 

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