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Gestão: Fator chave na transição para uma ordenha robotizada

As opiniões são muito variadas no que se refere à ordenha robotizada, mas para Mat Haan da Extensão Cooperativa de Berks County da Universidade de Penn State, a ciência e a experiência são dois dos fatores mais importantes a considerar quando se pondera transitar para um sistema de ordenha robotizada. Haan partilhou alguns dos resultados das suas próprias investigações independentes que incidem principalmente na qualidade do leite, num webinar realizado em abril deste ano.



Durante a sua apresentação, o investigador enfatizou a ideia de que uma apertada prevenção é a chave para manter a qualidade do leite e a CCS (contagem de células somáticas) do efetivo e que os produtores que transitem para ordenhas robotizadas não estão destinados a registar contagens de células somáticas mais elevadas, ao contrário do que é publicitado por algumas organizações têm vindo a anunciar.

Olivia Pratt é uma produtora de leite que já possui um sistema robotizado de ordenha há alguns anos. Ela afirmou que inicialmente se assustou com os valores de CCS que lhe chegaram a ser apontados, na ordem dos 300.000. Mas ao aprofundar a sua pesquisa, verificou que a questão principal é a gestão. “Desde que mantenha uma gestão eficaz com o sistema de ordenha, não terá qualquer problema. Neste momento a nossa CCS ronda entre as 50,000 e as 80,000”

Eric Westendorp, outro utilizador da ordenha robotizada, corroborou a teoria de Olivia, afirmando que após ter aderido a este sistema, a produção manteve-se mas a CCS subiu, devido ao maneio. Ele afirma que ao não existir um momento diário em que todas as vacas estão fora do freestall o eficaz maneio das camas tem-se revelado um problema.

O periodo de transição é uma altura de forte aprendizagem para o produtor que está acostumado à rotina da ordenha comum. Segundo Haan, a saúde do úbere após a transição para robots depende de uma vasta combinação de fatores que recaiem todas no grupo da “gestão”.
Desde o design do estábulo, ao estabelecimento de uma frequência de ordenha apropriada, a observação das vacas e aproveitar a informação que o robot fornece, existem muitos processos que exigem uma rápida adaptação para evitar a perda de leite e de qualidade do leite devido a stress nas vacas ou à falta de contacto com elas.

A investigação de Haan aponta que na transição existem benefícios e desafios e o principal objetivo deve ser maximizar os benefícios e superar os desafios associados que este sistema de ordenha vem trazer à exploração.

Um destes benefícios é a consistência de ordenha que uma máquina proporciona, desde que a vaca entra na máquina, a ordenha é processada sempre exatamente da mesma maneira. Outra grande vantagem é toda a informação que é recolhida, informatizada, sistematizada e consistente.

Contudo, os desafios não devem ser ignorados. Uma vez que as vacas não são forçadas a ir à ordenha a uma hora especifica, o intervalo entre as ordenhas torna-se irregular. Os produtores têm que investir algum trabalho em definir uma hora diária em que contactam de uma forma efetiva com os animais, uma vez que o contacto obrigatório durante a ordenha foi eliminado.

A deteção de mastites e outras anomalias no leite é significativamente melhorada com o sistema robotizado de ordenha. Através da condutividade elétrica, a máquina identifica os novos casos de mastite.
Também a efetividade da limpeza pré e pós ordenha é melhorada com este sistema. Infelizmente, fatores como o comportamento da vaca, a estrutura dos tetos ou a presença de muito pêlo no úbere causam algumas falhas neste processo. O robot de ordenha não tem a mesma sensibilidade visual para os casos invulgares que uma pessoa, o que é um desafio que pode levar a resultados piores na qualidade do leite que os esperados inicialmente.

Por fim, o Haan recomenda uma manutenção regular do robot bem como uma observação planeada do desenvolvimento da limpeza e preparação do úbere por parte da máquina para ultrapassar este desafio.

Este artigo foi baseado na publicação de Callie Curlie, a 25 de junho de 2015 no Progressive Dairyman, tendo sido traduzido e adaptado pela equipa do MilkPoint.


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