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Investigadores irlandeses estudam sistemas de ordenha automática

Um estudo está atualmente a ser conduzido no Teagasc Moorepark, Irlanda, para determinar a viabilidade de integrar a ordenha automática com o pastoreio das vacas.

O sistema tem 70 vacas das raças Friesian, cruzamento Jersey-Friesian e Norwegian Red. Uma produção média de leite de 4.222 litros e de sólidos, 369 quilos, por vaca foi alcançada durante a lactação de 2013. Mesmo com 34% do efectivo de vacas ser de primeira lactação, este nível de produção de leite ainda é comparável com uma grande proporção das explorações leiteiras irlandesas. O volume total de leite e de sólidos de leite produzidos por uma unidade de ordenha automática foi de 263.529 litros e 23.112 quilos, respectivamente. O número médio de ordenhas por dia foi de 104, ficando numa média de  70 a 123 por dia no período de março a agosto. O número médio de ordenhas/vaca por dia foi de 1,8, ficando entre 1,6 a 2,1.

A contagem média de células somáticas do leite foi de 152.000 células por mililitro, enquanto as contagens bacterianas totais médias foram de 10.000 células/ml no mesmo período. De acordo com a investigadora do Teagasc, que está a liderar o projeto em Moorepark, Bernadette O’Brien: “A viabilidade económica de sistemas de ordenha automática determinará o quanto a tecnologia será adotada. Um importante desafio com a ordenha automática atualmente é o elevado investimento, mas o conceito de combinar ordenha automática e vacas a pasto tem potenciais vantagens, o que poderia ter um impacto positivo na indústria de lácteos da Irlanda em longo prazo. Quais são? Um menor uso de mão de obra; tempo do produtor para focar em tarefas de gestão ao invés de entrada de mão de obra manual; maior conhecimento sobre os dados de desempenho das vacas para usar como uma ferramenta de gestão”. Entretanto, algumas pesquisas terão de ser conduzidas para estabelecer se o conceito apresenta uma alternativa realista aos sistemas convencionais de ordenha em explorações leiteiras. O facto de os sistemas de vacas a pasto não ser bem adaptado à ordenha automática levou à redução nas pastagens nas explorações com ordenha automática na Europa.

“Essa é uma tendência não desejável, uma vez que sistemas de produção animal baseados em pasto estão a tornar-se cada vez mais competitivos. Aliado a isso está o impacto positivo da qualidade do leite e as menores pegadas ambientais associadas com maiores quantidades de pasto na dieta, bem como maiores padrões de bem-estar animal”, explicou O’Brien.

O artigo “Sistemas de ordenha automática” estará na edição da primavera de 2014 da TResearch, revista de pesquisa e inovação do Teagasc.

Fonte: AutograssmilkO projeto de pesquisa AUTOGRASSMILK, que é financiado pelo EU FP7, foi realizado de 2013-2015. O sistema de ordenha robótica pode ser visto no Teagasc Open Day para todos os produtores de leite chamado “Estratégias de Criação para uma Indústria de Lácteos em Expansão”, que foi realizado no Moorepark Dairygold Research Farm em Kilworth, County Cork, no dia 9 de abril de 2014.

A reportagem é do http://www.haccpeuropa.com e o texto adaptado pela equipa MilkPoint



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