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O perigo do "vamos fazer simples" VERSUS "vamos fazer o que deve ser feito" no agrupamento de vacas leiteiras

POR MARCELO HENTZ RAMOS, PHD / DIRETOR

BEM ESTAR & GESTÃO

EM 15/04/2015

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*Artigo original MilkPoint Brasil por Marcelo Hentz Ramos, diretor do 3rLab

Existem inúmeras estratégias de agrupamento de vacas em lactação: leite, condição corporal (CC), estado reprodutivo, número de partos, estágio da lactação, problemas de saúde, etc.... Qual é a estratégia que eu utilizo em cada cliente que atendo e porquê? Se eu tenho uma exploração leiteira “necessito” de ter três lotes de vacas em lactação e “têm” de ser alta, média e baixa produção? Ou vacas em lactação recebem uma única dieta e pronto, “simplificamos” o processo?

Investigadores da Universidade de Wisconsin entrevistaram 196 produtores de leite com mais de 200 vacas em lactação em Wisconsin (WI>200), 59 produtores de leite do estado de Michigan com menos de 200 vacas em lactação (MI<200) e 152 produtores de leite do estado de Michigan com mais de 200 vacas em lactação (MI>200). O objetivo da entrevista foi entender qual a estratégia de agrupamento e quais as razões que explicavam a estratégia adotada.

Na tabela 1 é possivel observar os principais motivos de agrupamento encontrados no estudo. Fica claro que existem diferenças nas repostas entre pequenos produtores (menos de 200 vacas em lactação) e grandes produtores (mais de 200 vacas em lactação). A maioria dos grandes produtores realça a necessidade de um lote de primíparas e outro de pós-parto. A produção de leite não foi identificada como um critério “necessário” para a criação de lotes neste estudo.

Na tabela 2 podemos observar os principais motivos para fornecer dietas diferentes para os diferentes grupos de vacas em lactação. Novamente o lote de animais pós-parto recebe uma dieta diferente. Também aqui a produção de leite não é critério para fornecer dietas diferentes. Existe uma parcela de produtores que acredita que não necessita de mais de uma dieta para as suas vacas em lactação. Especificamente, 37% das explorações de Wisconsin fornecem apenas uma dieta para as vacas em lactação, 24% das explorações grandes de Michigan fornecem apenas uma dieta para vacas em lactação e 72%, a grande maioria dos “pequenos” produtores de Michigan fornece apenas uma dieta para vacas em lactação.

O estudo mostra que existem muitos produtores a fornecer uma única dieta para vacas em lactação e que caso exista a necessidade de criar lotes diferentes, a produção de leite não é o critério mais importante. E agora? Qual a estratégia recomendada? Em primeiro lugar necessitamos de analisar: fornecer dietas diferentes para vacas em lactação irá resultar em maior lucro na exploração? Sim, isto é um facto, de acordo com o Dr. Cabrera, um dos autores da investigação.
Quanto? E esta diferença é maior do que o custo que terei para fornecer mais de uma dieta? Esta é a pergunta que devemos responder. E esta pergunta não é simples de ser respondida. Principalmente por envolver questões de saúde animal que não conseguimos medir.

Em adição, devemos pensar: não podemos aceitar o “vamos fazer simples” como resposta nem mesmo o “lote de alta, média e baixa produção”. Deve ser recomendada a estratégia de maior retorno para a exploração. Para fazer esta recomendação é necessário fazer um levantamento dos indicadores mais importantes. Existe uma ferramenta online que foi desenvolvida pelo Dr. Cabrera para ajudar a tomar esta decisão (http://dairymgt.uwex.edu/tools/grouping_strategy/index.php). Esta ferramenta é perfeita e irá resolver todo o problema? Não, mas irá ajudar a indicar o caminho correto.

Tabela 1 (proveniente do artigo original) – Principais motivos de agrupamento de vacas em lactação no estudo supracitado. (média das respostas dos produtores, 0 – não concordo; 5 – concordo plenamente)



CMS = consumo de matéria seca
ECC = escore de condição corporal
WI>200 – fazendas do estado de Wisconsin com mais de 200 vacas em lactação
MI>200 – fazendas do estado de Michigan com mais de 200 vacas em lactação
MI<200 – fazendas do estado de Michigan com menos de 200 vacas em lactação

Tabela 2 (proveniente do artigo original) - Principais motivos para fornecer dietas diferentes às vacas em lactação nos efetivos do estudo. (0 – não concordo; 5 – concordo plenamente)



CMS = consumo de matéria seca
ECC = escore de condição corporal
WI>200 – fazendas do estado de Wisconsin com mais de 200 vacas em lactação
MI>200 – fazendas do estado de Michigan com mais de 200 vacas em lactação
MI<200 – fazendas do estado de Michigan com menos de 200 vacas em lactação

Figura 1 – Dieta única: “simplificar” ou “perder oportunidade de ganho”?

MARCELO HENTZ RAMOS, PHD / DIRETOR

Tecnologia americana gerando resultados no agronegócio Brasileiro.

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