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Uso de cal para o maneio das camas reduz novos casos de mastite

Artigo original MilkPoint Brasil, por Marcos Veiga Santos

Atualmente, para maximizar as condições de conforto e higiene do ambiente das vacas leiteiras diversas estratégias têm sido usadas pelos produtores. Isto ocorre porque a melhoria do conforto e da higiene está diretamente associada com aumento do consumo de alimentos e redução de doenças, tais como problemas de casos, mastite e problemas reprodutivos. Considera-se que uma vaca leiteira permanece deitada cerca de 12 a 14 horas por dia, o que significa que durante este período, dependendo das condições de higiene da cama ou do local onde a vaca deita, o risco de novas infecções intra-mamárias pode ser aumentado.

Nos sistemas confinados, além do adequado dimensionamento das instalações e de boa ventilação, a escolha do material e o manejo da cama são pontos críticos para garantir boas condições de conforto e higiene da vaca. Quando existem boas condições de conforto do ambiente, as vacas deitam-se por um maior período de tempo e têm menor ocorrência de lesões das articulações e do jarrete. Além disso, o tipo de maneio da cama pode ter grande influência sobre a ocorrência de novos casos de mastite e a qualidade higiénica do leite. Isto ocorre porque um dos princípios da prevenção de novos casos de mastite é a redução da contaminação por microrganismos na extremidade dos tetos, pois quanto maior a contaminação dos tetos, maior o risco de novas infecções de origem ambiental. Além da contaminação dos tetos, as vacas com úberes e pernas sujas também têm risco maior de aumento da CCS, o que ocorre em efetivos com superlotação nas instalações, fezes com consistência líquida, pouca frequência de limpeza e de reposição da cama e baixa frequência de limpeza de corredores.

Dentre as opções de materiais a serem utilizados em camas de sistemas de confinamento tipo “free-stall”, as camas orgânicas (serradura, aparas de madeira, cascas) favorecem rápido crescimento de contaminação ambiental, pois a matéria orgânica presente na cama, juntamente com a humidade de origem de fezes e urina, tornam o ambiente altamente favorável ao aumento da contaminação. Por outro lado, as camas de areia são consideradas ideais para minimizar a contaminação ambiental, pois reduzem a hipotese de crescimento microbiano pela ausência de matéria orgânica.

Uso de aditivos nas camas

O uso de aditivos nas camas tem como objetivo aumentar a vida útil do material e reduzir a contagem bacteriana. Um dos aditivos mais utilizados é a cal hidratada, a qual tem função de aumentar o pH da cama (alcalinização) e reduzir o teor de água, o que resulta em condições desfavoráveis para a multiplicação microbiana e aumento da contaminação. A cal hidratada (hidróxido de cálcio, Ca(OH)2) é um composto altamente alcalino, que pode resultar em pH de ~12, o que cria um ambiente desfavorável para o crescimento microbiano. Estudo anteriores indicaram que o uso de cal hidratada como aditivo para camas de vacas leiteiras pode resultar numa redução de aproximadamente 100x da contagem bacteriana da cama. No entanto, em rebanhos que iniciam o uso de cal hidratada como aditivo de camas podem ter como consequência negativas na condição de pele dos tetos, dentro de um período de 1 a 2 meses.

Alguns trabalhos de investigação avaliaram a eficácia do uso da cal como aditivo de camas de aparas, em sistemas de confinamento tipo free-stall. Os resultados indicaram que a adição de 0,5 a 1 kg de cal hidratada na região da cama que entra em contato com o úbere da vaca resulta na diminuição da multiplicação microbiana na cama, mas os resultados de redução de casos clínicos em nível do efetivo foram variáveis. Os efeitos da adição da cal hidratada são relativamente curtos, pois a manutenção da carga microbiana e da humidade da cama após a adição da cal duram menos que 48 horas, o que significa que efeitos mais significativos são observados com adição da cal a cada dois dias. Resultados similares de redução da contaminação da cama e da pele dos tetos foram encontrados em estudos sobre a adição de cal em calmas de colchões (0,5 kg a cada 48 horas). No entanto, o contato da cal hidratada em excesso com a pele do úbere e do jarrete pode causar irritação no local. Os resultados de estudos indicam que a irritação pode ser percebida após cerca de 3 dias de uso da cal em camas de colchões e o uso da cal no longo prazo deve ser monitorizada para evitar ocorrência de lesões.




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VITORIA FERREIRA

ALCANENA - SANTARÉM

EM 29/07/2015

Tenho vitelas cheias para venda, a época não é boa ,mas tb não há de durar sempre, assim espero.
VITORIA FERREIRA

ALCANENA - SANTARÉM

EM 29/07/2015

Olá, isso não é novidade pois tive vacaria e de tempos  a tempos usava cal em pó tanto nas camas, nos passadiços, paredes. Diminuia se se todas essas infeções, e tb a chamada pieira, os meus animais eram semiestabulados, pastavam. Já os donos de rebanhos caprinos usavam o mesmo sistema. Não é caro, como outros produtos, mto eficaz.