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7 Hábitos para uma Ordenha de Sucesso - Parte I

Para auxiliar os produtores a obterem um leite de elevada qualidade, a secção de Qualidade do Leite da Universidade de Wisconsin (EUA) publicou uma serie de vídeos informativos que visam definir os melhores e mais importantes hábitos de ordenha.

O MilkPoint publica hoje o primeiro de uma serie de 7, em que a Drª. Pamela Ruegg, da seção de investigação leiteira da universidade de Wisconsin, expõe os fundamentos que sustentam uma rotina eficaz e eficiente.




Tradução do vídeo
: Metas & Objetivos da Ordenha

Objetivos

A rotina de ordenha é um ponto critico que exige um elevado controlo para a produção de leite de elevada qualidade.
Quando pensamos na rotina de ordenha, não podemos apenas pensar em “concluir o trabalho”. Temos que estar focados nas práticas que conduzem à obtenção de um leite de elevada qualidade que vá de encontro às exigências do consumidor.
Ao refletir sobre os passos da rotina de ordenha, é essencial estarmos conscientes que são esses que nos vão levar a atingir o nosso objetivo. Estes passos fundamentais serão abordados ao longo dos vídeos, desde a colocação das tetinas, passando pela limpeza e estimulação do úbere até a remoção das tetinas.

Maneio da ordenha

Práticas assertivas de ordenha fundamentam-se numa ordenha apropriada bem “mantida” e efetuada. Num estudo conduzido em Winsconsin, de Rodrigues, Caraviello & Ruegg, publicado em 2005 no Journal of Dairy Science foram analisadas 101 explorações em Wisconsin que tinham problemas na qualidade do leite (CCS > 300.000 ml).

À primeira vista os investigadores observaram que estas explorações já tinham adotadas muitas das recomendações dos especialistas. Em 89% das explorações usavam-se luvas na ordenha, praticamente todas efectuavam o post-dipping e quase 90% fazia a tiragem dos primeiros jatos de leite antes da colocação das tetinas.

Posto isto os investigadores realizaram uma análise mais aprofundada do maneio da ordenha na exploração e observaram que em média, cada exploração tinha 6 ordenhadores diferentes. Observando este facto, questionaram os produtores se eles conferiam treino aos ordenhadores.
Aí descobriram que apenas 20% das explorações treinavam os ordenhadores frequentemente, 50% dos produtores respondeu que só instruía os ordenhadores no inicio do contrato e um terço dos produtores respondeu que não dava treino aos ordenhadores. Incidindo ainda nesta questão, os investigadores perguntaram aos produtores se eles tinham um protocolo escrito da rotina de ordenha e se o forneciam aos colaboradores. Só 41% das explorações em estudo respondeu que sim.

A Dra. Ruegg indica que muitos produtores se queixam de que os ordenhadores não executam o trabalho como eles querem, sendo que a isto ela geralmente responde que sem as instruções, o treino e a monitorização adequada é normal que tal aconteça.

Desta forma ela conclui que a falta de treino e de instruções adequadas são causas da falha na obtenção do produto desejado.

Influência do treino na rapidez de ordenha

O uso das estratégias anteriormente explicitadas e a instauração de uma rotina igual para todos os intervenientes na exploração é fundamental.
Uma das caracterizações que foi também feita no estudo referido anteriormente, foi a eficiência da ordenha. Para a medir, os investigadores focaram-se nas boas práticas de ordenha e o número de vacas ordenhadas por ordenhador por hora.

Comparando as explorações que tinham as rotinas bem identificadas e descritas com as que não tinham, a diferença de velocidade de ordenha por ordenhador é evidente, 50 vacas/ordenhador hora versus 35, respectivamente. De realçar também que as explorações do primeiro caso efectuavam mais boas práticas (dippings, jatos etc…) que as explorações onde a rotina não estava bem definida.
Os responsáveis pelo estudo também compararam este aspecto entre explorações que treinavam frequentemente os seus colaboradores e as que não o faziam. Os resultados foram semelhantes ao caso da rotina delineada, 50 vacas/ordenhador/hora para os que recebiam um treino frequente versus 35 vacas/ordenhador/hora nas explorações onde não recebiam um treino frequente.

Conclusão, ordenhadores que têm acesso a uma rotina de ordenha bem delineada e definida e que recebem um treino frequente, são mais eficientes que os colaboradores que não estão envolvidos na exploração desta forma, para além de que os primeiros também executam mais facilmente as tarefas incluídas nas boas práticas de ordenha.


Treino e Incidência de Mastite

A adoção das práticas anteriormente descritas também está directamente relacionada com a incidência mensal de mastite.
Nas explorações, do estudo que tem vindo a ser analisado, em que as boas práticas eram executadas, as taxas de mastite também eram inferiores. Desta forma, uma ordenha mais eficiente também conduz a uma melhor saúde do úbere.

Programa de Controlo da Mastite

Sabemos, após muitos anos de investigações sobre mastites contagiosas, que não podemos encarar a mastite associando-a apenas à rotina e os hábitos de ordenha.

É necessário ter sempre implementado o plano dos 5 pontos de controlo da mastite, são eles:
  • Post-dipping eficaz
  • Terapia de secagem
  • Tratamento apropriado dos casos clínicos
  • Refugo das vacas crónicamente infetadas
  • Manutenção regular do equipamento de ordenha

Adicionando uma rotina eficaz e bem instaurada de ordenha a este plano dos 5 pontos de controlo de mastite, mais facilmente se obtém um leite de elevada qualidade.

Medindo a performance de ordenha

No momento em que se estão a implementar estas boas práticas temos que monitorizar os progressos, os resultados e também a performance na sala de ordenha através dos indicadores do quadro 1.


Quadro 1: Indicadores da monitorização do processo da ordenha (Drª. Pamela Ruegg, Universidade de Wisconsin)
Continuação

Com os fundamentos abordados neste video, de seguida vão ser abordados os 7 pontos chave da rotina eficiente de ordenha. No próximo video será abordado o Hábito 1, a manutenção das vacas calmas e limpas antes de elas sequer entrarem na sala de ordenha.

Este conteúdo foi obtido através da tradução e adaptação, pela equipa do MilkPoint, do conteúdo do vídeo disposto no artigo, que provém da página da secção de Qualidade do Leite da Universidade de Wisconsin.


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