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Atuar contra a Mastite

A mastite é uma das mais evidentes causas de prejuízo nas explorações leiteiras. Leva à queda da produção leiteira, gastos com antibióticos e anti-inflamatórios, mão-de-obra, perdas na fertilidade e por fim o refugo precoce ou mesmo a morte por doença do animal. O custo de uma mastite pode chegar aos 690 € segundo M.A. Kossaibati.

Como prevenir a mastite?

Infelizmente parece impossível conseguir que não surjam casos de mastite nas explorações leiteiras, mas, existem um conjunto de boas práticas que ajudam a reduzir a sua incidência.

a) Avaliação da mastite na exploração


Para atuar de uma forma eficiente e eficaz é essencial conhecer qual a forma que prevalece na exploração, se ambiental ou contagiosa, quantos casos existem por mês, quantos animais são reincidentes, se o quarto afectado é o mesmo e quais os tratamentos que já foram efectuados ao animal. Para, “saber o que se passa na exploração”, em primeiro lugar são essenciais os registos. Através de um sistema informático dedicado ao processamento destes dados, uma folha de cálculo ou manualmente, é essencial existirem registos actualizados e organizados de tal forma que também seja simples de analisá-los. Em segundo lugar, é recomendável fazer alguns antibiogramas de uma forma periódica ou no caso de existir um “surto”. Desta forma o produtor não só fica a conhecer se a fonte de infecção é mais de origem ambiental ou contagiosa, mas também quais são as substâncias medicamentosas que melhor podem atuar no seu efectivo.

b) Confinar os animais infetados


Uma das principais fontes de disseminação são os animais infetados, portanto, o mais recomendável é ter um grupo de doentes separadas e que vão à sala de ordenha em último, para evitar ao máximo a contaminação através do material e os responsáveis pela ordenha.

c) Ter um protocolo de tratamento.


Diferentes agentes requerem diferentes tipos de tratamentos, mas, se não existir uma consistência nos tratamentos é muito complicado avaliar se este é eficaz e eficiente. Mesmo para alterar a forma de abordagem é necessário saber ao pormenor o que já foi feito anteriormente e durante quanto tempo. Mais uma vez, para que este passo tenha sucesso são essenciais os registos.

d) Formação dos ordenhadores

Se os responsáveis por verificarem os animais todos os dias, e, ou informarem quais os sintomas da vaca, ou escolherem qual o tratamento, é indispensável que tenham formação para o efeito e que compreendam qual a escolha a tomar e as razões para a mesma.
Por exemplo, aborde este tema numa reunião periódica, em que promova o envolvimento dos colaboradores nas escolhas a este nível e em que lhes explique o protocolo previamente definido.

e) Higienização das instalações

Instalações limpas são o ponto de partida para reduzir a carga microbiana presente e evitar que os animais sejam contaminados.

Atuar contra a mastite

No caso de ser necessário tratar uma mastite, existem muitos medicamentos disponíveis no mercado com efeitos antibióticos e anti-inflamatórios.
A cada caso pode adequar-se melhor determinado medicamento, sendo que o recomendável é sempre seguir o seu protocolo e tentar ao máximo identificar o agente patogénico causador da doença.

O bem-estar do animal é também fundamental, em muitos casos é recomendável recorrer a produtos analgésicos, de modo que a vaca não perca o apetite e a vontade de se deslocar até a manjedoura. Existem diversos produtos à base de ervas medicinais, mentol e outros constituintes refrescantes que auxiliam a combater o edema no úbere, e como tal aliviam a dor do animal.

Outra forma, antiga e que requer mais mão de obra, mas que também auxilia no processo de melhoria do animal é a ordenha mais frequente ao longo do dia. Ao retirar o leite mais frequentemente, o agente patogénico instalado passa a ter menos tempo para se propagar. (HURLEY, W.)
Atenção: Ao adotar este processo, não se esqueça de evitar ao máximo a contaminação do estábulo com o leite que retirar do teto infectado e que o esfíncter demora cerca de 30 minutos a fechar de forma natural.



Fontes:

Uso de plantas medicinais ajuda a prevenir doenças no gado leiteiro, MilkPoint Brasil, 29-04-2014.

Boletim Técnico - n.º 93 - p. 1-30 ano 2012 Lavras/MG, Mastite Bovina: Controle e Prevenção

M.A. Kossaibati et al.: The Cost of Clinical Mastitis in UK Dairy Herd, MDC Meeting Abstracts 3 2000

SANTOS, M.C. Curso sobre manejo de ordenha e qualidade do leite. Vila Velha: UVV, 2001. p57

BRADLEY, A.J. Bovine mastitis: an evolving disease. Veterinary Journal, Les Ulis, v.164, p.116-128, 2002.

BRESSAN, M. Práticas de manejo sanitário em bovinos de leite. Juiz de Fora: Embrapa/CNPGL

HURLEY, W., website Lactating Biology, material de ensino para Ciências da Produção Animal, Universidade do Illinois.


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