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Como e porquê classificar a higiene dos seus animais?

A manutenção de condições exímias de higiene contribui, entre outros factores, para o controlo de doenças, do odor, das poeiras, das pragas e dos parasitas, e por fim, para a qualidade do leite. É importante não olhar apenas para as bactérias e para a contagem de células somáticas quando se classifica a higiene, mas também para a condição em que se apresentam todos os animais da exploração, principalmente as vacas em lactação, que serão as mais influentes na qualidade do leite.

Os sistemas de confinamento para vacas leiteiras de alta produção, como os do tipo free-stall, permitem maximizar a expressão do potencial de produção leiteira das vacas. Contudo, a decisão de utilizar este tipo de sistema deve ter em conta aspetos associados aos custos, ambiente, saúde e conforto das vacas, uma vez que, em muitas situações, por falta de planeamento adequado das instalações, o ambiente de alojamento dos animais favorece a ocorrência de doenças e prejudica o bem-estar e conforto dos animais. (Santos, 2014)

Uma vez já tendo as instalações construídas e em funcionamento, a classificação da higiene dos animais na exploração auxilia a monitorização das condições que são proporcionadas às vacas. Uma correta e crítica análise aos dados obtidos a partir desta classificação é fundamental para a obtenção de leite com os níveis de qualidade mais elevados e da forma mais eficiente.

Segundo Raarsch, um especialista dos EUA em bem-estar animal, quando se classifica a higiene global de uma exploração, são os animais em ordenha que terão o maior peso nesta classificação, por terem o maior impacto na qualidade do leite. Os outros dois locais a ter em elevada consideração são a maternidade e o hospital. Sendo aqui que se recebem os vitelos recém-nascidos e as vacas doentes, estas duas zonas geralmente fornecem uma boa visualização geral da exploração.

Higiene e controlo da mastite


Um dos princípios básicos do controlo da mastite é a redução da contaminação na extremidade dos tetos, pois os resultados de várias investigações indicam que existe uma relação positiva entre o grau de contaminação dos tetos e a prevalência de mastite. Além disso, as condições de higiene do úbere e das pernas das vacas estão positivamente relacionadas com a contagem individual de células somáticas. Desta forma, vacas que são alojadas em locais secos, limpos e confortáveis apresentarão uma maior produção e melhor qualidade do leite. Em estudos sobre fatores de risco associados com a CCS de efetivos leiteiros, foi verificado que os efetivos com baixa CCS (< 150.000 cels/ml) apresentaram melhores condições de limpeza da cama, dos corredores, das vacas e da ordenha do que efetivos com CCS altas (>400.000 cels/ml). Os principais fatores que prejudicam as condições de higiene das camas e das vacas e, consequentemente, aumentam a ocorrência da mastite são:superlotação no estábulo, fezes com consistência líquida, baixa frequência de limpeza e reposição da cama e de limpeza dos corredores.

Como avaliar a higiene das vacas?

Para avaliar as condições de higiene das vacas, foram desenvolvidos sistemas de classificação visual que podem ser usados de um forma prática e simples para a avaliação da higiene do úbere e dos tetos. Um dos principais métodos utilizados é um sistema de classificação proposto por investigadores da Universidade de Wisconsin (EUA), baseado na avaliação visual das vacas, sendo que a condição de higiene do úbere e das pernas (inferior e superior) é avaliada por meio de pontuação que varia de 1 a 4 (1 = ausência de fezes; 2 = pequenos pingos de fezes – 2 a 10% da área; 3 = 10-30% das áreas com presença de fezes; 4 = > 30% das áreas cobertas com fezes), conforme apresentado na Figura 1.
Com base nos resultados da classificação de limpeza, efetivos em que mais do que 20% das vacas apresente classificações 3 e 4, evidenciam problemas de higiene do úbere, resultando num maior risco de mastite ambiental, bem como na redução da qualidade do leite e da eficiência de ordenha. (Santos, 2014)


Figura 1 – Classificação da higiene de vacas leiteiras
(Fonte: http://milkquality.wisc.edu/wp-content/uploads/2011/09/udder-hygiene-chart.pdf)

Bibliografia:

SANTOS, M. V. Mundo do Leite. v.65, p.12 - 13, 2014.
RAARSCH, T. Hygiene scoring promotes animal welfare, publicado a 26-02-2015 em www.progressivedairy.com




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