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DNA revela se leite é melhor para ser bebido ou transformado em queijo

Um teste de DNA permite saber se uma vaca produz um leite mais adaptado a ser bebido ou a ser transformado em queijo, segundo pesquisas de uma bióloga sueca apresentadas nesta terça-feira pela universidade de Lund.

Esta descoberta é obra de Frida Gustavsson, que publicou em maio uma tese intitulada "exploração das propriedades da coagulação no leite bovino com a ajuda de enfoques genómicos".

"O meus resultados demonstram que há genes que controlam as propriedades de coagulação e que eles variam segundo as raças e segundo os indivíduos dentro da mesma raça", explicou a universidade em um comunicado.

Antes desta descoberta, era preciso esperar que uma vaca produzisse leite, e, portanto, que gerasse uma cria, para saber qual consumo estava mais adaptado ao seu leite.

Quanto mais rápido o leite coagular, menos tempo é possível ser conservado para ser bebido e mais se adapta à elaboração de queijo. Por outro lado, quanto menos coagular, mais adaptado é para ser bebido.

"Uma amostra de sangue e uma comparação com o DNA mais favorável à produção de queijo pode dar a um agricultor a possibilidade de ter vacas que garantam um leite de alta qualidade para fazer queijo em alguns anos", declarou a universidade de Lund.

"Isso simplifica a logística. Um melhor conhecimento dos genes das vacas pode ser uma vantagem para a rentabilidade dos agricultores e os níveis de produção de produtos lácteos, assim como para reduzir o impacto ecológico porque o processo de fabrico do queijo já não era eficaz", acrescentou.

As pesquisas da bióloga foram realizadas numa raça de vacas classificada leiteira, a sueca vermelha, na qual 18% das vacas produzem um leite impróprio para a produção de queijo, ou seja, que não havia coagulado após 40 minutos.

A notícia é da Exame.
 

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ANA FERNANDES

ALENQUER - LISBOA - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 02/09/2014

Obrigada pelo seu comentário, Professor!

Ficaremos atentos à sugestão e sempre que possível tentamos remeter para o original.



Cumprimentos,

Ana Fernandes



PEDRO LOURO

LISBOA - LISBOA - PESQUISA/ENSINO

EM 02/09/2014

Interessante e na linha do que tenho desenvolvido em pequenos ruminantes com outros colegas do INIAV, com resultados semelhantes. No entanto, os comentários incluidos na notícia, apesar das notícias terem que ser necessariamente curtas, são simplificações do que está em causa e parecem-me que podem induzir em quem lê alguns erros de interpretação. É positivo, apesar de tudo, que estes aspectos não estejam assinalados como citações da autora do estudo.



Cumprimentos ao Milkpoint, de que sou leitor relativamente assíduo, não tanto como gostaria.



Pedro Louro