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Doença Respiratória Bovina: quanto está a perder na sua exploração?

Quando falamos em Doença Respiratória Bovina, conhecida usualmente pela sigla DRB, estamos a falar de uma das principais patologias dos bovinos, afetando principalmente os animais jovens mas também os animais adultos quer com aptidão leiteira, quer de carne. Para entendermos a importância desta doença, devemos ter em mente que, segundo recentes estudos epidemiológicos, a prevalência é de cerca de 28-30% , correspondendo a uma patologia clínica de 19-20%, em animais jovens.

Imagem Merial Quantas vezes já observou nos seus animais corrimento nasal, tosse, dificuldade respiratória, perda de apetite, depressão, diminuição da produção de leite ou mortalidade? Todos estes sintomas caracterizam o quadro do síndrome causado por diversos agentes víricos e bacterianos.

De entre os os agentes causadores da DRB, os principais são virais, dos quais se destaca o vírus da parainfluenza tipo 3 (PI3), o vírus sincicial respiratório (BRSV), o vírus da rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR) e o vírus da diarreia viral bovina (BVD). De entre os agentes bacterianos destaca-se a Mannheimia haemolytica, a Pasteurella Multocida, o Histophilus somni e o Mycoplasma bovis. De todos é de salientar a dispersão mundial do PI3, BRSV e Mannheimia haemolytica.

Imagem Merial - ilustração

Impacto económico da DRB


Animais jovens ou animais adultos? O impacto é significativo quer nos jovens quer nos adultos. Fazendo corresponder dados de prevalência a perdas de rentabilidade na exploração, observamos nos animais jovens 19-20% de patologia clínica e cerca de 10% em animais adultos, correspondendo a 11% à necrópsia.

Imagem Merial

Na recria os principais custos são devidos a tratamentos, mortalidade e atraso no crescimento, podendo atingir valores de 43€/vitela associado a um menor crescimento aos 8 meses.


Em termos de bovinos adultos, os surtos podem causar perdas de produção de leite entre 5-15% (dados da Irlanda) e diminuir a longevidade dos animais (aumento de duas vezes a taxa de refugo na primeira lactação).

O impacto nas futuras reprodutoras é significativo. Por um lado, o aumento da mortalidade (com a diminuição da disponibilidade da reposição), por outro o crescimento mais lento, demorando mais tempo a atingir o peso alvo para a primeira inseminação. A isto acresce, como descrito, o aumento em duas vezes da probabilidade de refugo durante a primeira lactação.

Instalações adequadas, densidade equilibrada, ventilação apropriada e um programa alimentar correcto são os principais aspetos do maneio que contribuem para a prevenção da DRB. A estes acresce um fator essencial que é um programa profilático adaptado à realidade da exploração, com a implementação de um plano vacinal desenhado de acordo com os dados epidemiológicos do efectivo.

A Merial lançou este ano duas vacinas para a prevenção da DRB, vacinas cuja composição (antigénios virais e bacterianos) se adapta a diferentes realidades epidemiológicas das explorações e eventuais programas vacinais de controlo de IBR e BVD.

Antes de iniciar um protocolo vacinal, devem ser analisados os fatores de risco e a epidemiologia da exploração pelo seu médico veterinário, para que este possa desenhar o melhor plano profilático para a sua exploração.

 
O artigo foi elaborado com o apoio da Merial.

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