FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA PASSWORD SOU UM NOVO UTILIZADOR

Estudo mostra poucas diferenças na saúde e no teor do leite entre fazendas convencionais e em modo biológico

Vacas criadas em explorações leiteiras em modo biológico e convencionais em três regiões dos Estados Unidos não mostraram diferenças significativas na saúde ou no teor nutricional do seu leite, de acordo com um novo estudo da Universidade do Estado de Oregon (OSU). Muitas explorações leiteiras bio e convencionais no estudo não cumpriram os padrões determinados pelos três programas de bem estar de bovinos geralmente usados.

“Embora haja diferenças em como as vacas são tratadas nas explorações em modo biológico, os resultados para a saúde são similares ao das convencionais”, disse o co-autor do estudo e professor emérito da Faculdade de Ciências Agrícolas da OSU, Mike Gamroth. “Poucas explorações neste estudo tiveram um bom desempenho no critério formal usado para medir a saúde e o bem estar das vacas”.

Quase 300 explorações leiteiras pequenas – 192 modo bio e 100 convencionais – em Nova York, Oregon e Wisconsin participaram no estudo, que foi financiado por um fundo de US$ 1 milhão do Instituto Nacional de Alimentos e Agricultura no Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O projeto de cinco anos avaliou muitos aspectos da saúde das vacas leiteiras, incluindo nutrição, claudicação, limpeza do úbere e outras condições. Amostras de leite foram avaliadas para presença de bactérias e doenças comuns e os produtores foram questionados sobre suas operações, incluindo o uso de veterinários e alívio da dor quando é feita a descorna.

Os pesquisadores descobriram o seguinte:

-Um em cada cinco rebanhos cumpriam  os padrões de higiene.
-30% dos rebanhos cumpriam os critérios para condição corporal.
-26% das explorações bio e 18% das convencionais cumpriam as recomendações para alívio da dor durante a descorna.
-4% forneciam às vitelas doses recomendadas de colostro.
-88% não tinham um plano integrado de controlo de mastite.
-42% das explorações convencionais cumpriam os padrões para tratamento de claudicação.
- As vacas nas faz produziam 43% menos leite por dia do que as vacas nas fazendas convencionais não a pasto, mostrou o estudo, e 25% menos do que as fazendas convencionais a pasto.

O leite dos efetivos em modo convencional e modo biológico também mostrou poucas diferenças nutricionais, descobriram os investigadores

O leite biológico pode ocasionalmente conter mais ácidos gordos ómega-3, que pode melhorar a saúde do coração. Entretanto, esses aumentos vêm de pastagens sazonais e não estão presentes quando os animais são alimentados com forragens armazenadas, de acordo com Gamroth.

Para se tornar certificada bio pelo USDA, as explorações leiteiras precisam de permitir que as vacas tenham acesso ao pasto e os grãos que os animais consomem precisam ser produzidos em áreas livres de pesticidas e fertilizantes. Os produtores bio não têm permissão para usar antibióticos ou hormonas.

“Quase sete em cada 10 explorações em modo bio anteriormente convencionais, o que explica a falta de diferença entre elas. Muitos produtores bio operam de uma maneira similar à forma convencional, desde os procedimentos de ordenha até o uso das mesmas instalações e cuidados com os animais doentes”.

O estudo também mostrou que mais explorações convencionais (69%) usaram serviços veterinários do que explorações orgânicas (36%).

Em alguns efetivos bio no estudo também foi encontrada uma estirpe de bactérias, conhecida como Streptocus. agaliate., que as explorações convencionais eliminaram há muito tempo usando antibióticos.

As vacas tiveram menos lesões nas patas nas explorações em modo biológico e as vitelas nessas explorações foram alimentadas com um volume maior de leite e foram desmamadas um pouco mais velhas do que nas convencionais.

Os resultados foram baseados em critérios de três programas geralmente usados de bem-estar animal: Padrões de Bem-Estar Animal da Associação Humana Americana; Produtores Rurais Garantindo Manejo Responsável; e Códigos de Conduta Canadense. Entretanto, as fazendas leiteiras pesquisadas no estudo não estavam comprometidas com esses padrões, disse Gamroth.

“Os nossos dados mostram que há espaço para melhorar. Acreditamos que adoptar padrões de bem-estar animal é parte da solução, bem como aumentar os esforços educacionais para melhorar o cuidado com as vacas”.

O leite é a quarta maior commodity agrícola de Oregon, com as explorações leiteiras a gerar US$ 528 milhões em vendas em 2013. A indústria de lácteos do estado contribui com mais de US$ 1 bilhão à economia de Oregon a cada ano graças às suas aproximadamente 350 explorações leiteiras e 123.000 vacas leiteiras. 

A reportagem é do http://www.progressivedairy.com, traduzida pela Equipe MilkPoint.
 

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint.PT, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.