FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA PASSWORD SOU UM NOVO UTILIZADOR

Limitar a deslocação das vacas para o grupo "hospital" contribui para a redução de doenças

Quando a vaca leiteira se apresenta combalida, o produtor de imediato toma as medidas necessárias para a recuperar o mais rápidamente possivel. A deslocação da vaca para o parque de convalescência, ou “hospital” em muitos dos casos acaba por ser mais prejudicial que vantajoso.

“Pensamos no “hospital” como um centro de recuperação, mas isso em muitos casos não é a regra”, apontou Mike Lornmore, médico veterinário especializado em vacas leiteiras e diretor dos serviços técnicos de gado leiteiro da Zoetis no Canadá.

“Os parques de convalescência podem ser locais de riscos acrescidos, especialmente para vacas recém-paridas e isso pode afetar todo o efetivo da exploração. Os produtores devem compreender os riscos associados à gestão do "hospital" e trabalhar no sentido de não mudar vacas de grupo desnecessariamente.” acrescentou Mike Lornmore.

Risco do “hospital”: Contrair outra doença

Como já referido, os grupos de convalescência são zonas de risco ambiental acrescido, principalmente para as vacas recém-paridas que têm um sistema imunitário fragilizado e a sua permanência neste ambiente aumenta o risco de contrairem alguma doença.

Com os cuidados e os tratamentos apropriados, a vaca leiteira tem uma forte hipóstes de total recuperação de alguma doença contraida em primeiro plano. Os problemas aumentam no caso de contrair uma segunda, ficando principalmente exposta a mastites provocadas por Salmonella ou Mycoplasma. A probabilidade de o animal recuperar totalemente diminui fortemente neste caso e fica o risco de refugo precoce.

A prevalência de Salmonella tem aumentado nas explorações dos EUA e no grupo “hospital”, este risco é ainda mais elevado. A probabilidade de uma vaca ser infetada por esta bactéria é 11 vezes superior no “hospital” que noutro lugar qualquer da exploração. A infeção por Salmonella provoca a diminuição da produção, perda de peso, fracos indices reprodutivos e mesmo a morte nas vacas leiteiras.
Mycoplasma bovis (M. bovis) é outra bactéria que facilmente é contraida no “hospital”. Num estudo de caso, 70% das vacas contrairam mastite clinica provocada por M. bovis dentro de 12 dias desde a sua mudança para o grupo de convalescência.

Risco do “hospital”: Dissiminação de doenças no efetivo

Durante a sua estadia no “hospital”, as vacas recém-paridas podem passar a ser vetores de doenças. Se elas não demonstrarem sinais de doença e forem deslocadas para outro grupo, o agente patogénico que carregam consigo será agora introduzido no efetivo em produção.

Por exemplo, animais com Salmonella subclinica podem dissiminar a bactéria para as suas companheiras da exploração sem demonstrarem qualquer sintoma e desta forma colocar todo o efetivo em risco.

Risco do parque “hospital”: Erros na administração de medicamentos

Quando entra um novo animal no “hospital”, acarreta determinado protocolo e necessidades diferentes das suas companheiras. Podem ocorrer erros que em ultima instância podem levar à contaminação de uma recolha de leite.

“Os medicamentos não deixam residuos, as pessoas é causam os residuos medicamentosos”, disse Lornmore. “Quando um “hospital” está muito lotado e uma vaca perde alguma identificação, podem ocorrer trocas e erros na administração dos medicamentos, ficando este problema agravado se não existem registos de tratamento adequados”, acrescenta Mike Lornmore.

Evitar as trocas de grupo desnecessárias com a ajuda do médico veterinário.

Evitar que as vacas tenham de ir para os “hospital” deve ser uma das prioridades numa exploração, e um dos primeiros técnicos a consultar deve ser o veterinário assistente da exploração. “Um dos maiores erros que vejo a ser cometidos nas explorações, é não trabalharem de perto com o seu veterinário o suficiente nos protocolos de tratamento e a sua execução” comenta Lornmore.
Deve ser procurada uma próxima parceria entre o veterinário e produtor para que se encontrem soluções para o melhor maneio das vacas recém-paridas e a redução de mudanças de grupo. Alguns dos aspetos importantes a serem discutidos:

 -Rever o protocolo de maneio das vacas secas e das recém paridas.

- Avaliar o ambiente e a nutrição das vacas secas e das recém-paridas e assegurar uma performance otima.

- Desenvolver protocolos para o momento em que é detetada alguma anomalia.

- Considerar tratamentos com zero dias de intervalo para minimizar a necessidade de troca de grupos

- Formação adequada dos colaboradores e integrá-los na interpretação de sinais clínicos

- Estabelecer e atualizar constantemente registos de doenças e tratamentos de fácil interpretação, que permitam a monitorização da incidência de doenças e também o grupo em que essa vaca estava nessa altura.



Este artigo provém do Progressive Dairyman Canadá, publicado a 30 de junho 2015 e foi traduzido e adaptado pela equipa do MilkPoint

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint.PT, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.