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Mastites subclínicas em ovelhas

POR CRISTINA QUEIROGA

CLÍNICA, REPRODUÇÃO & QUALIDADE DO LEITE

EM 01/10/2013

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As mastites são infecções frequentes em ovelhas, de particular importância em animais de aptidão leiteira, mas afectando igualmente raças produtoras de carne. Estas infecções causam prejuízos económicos consideráveis, podendo comprometer a função mamária ou mesmo resultar na morte dos animais, afectando também o crescimento dos borregos, que apresentam índices de crescimento mais baixos.
As mastites podem apresentar-se sob uma forma clínica, com sintomas facilmente detectáveis, ou sob uma forma subclínica, que frequentemente passa despercebida aos produtores.
As mastites subclínicas são sempre responsáveis por:
• Importantes quebras de produção de leite;
• Produção de leite de qualidade inferior, embora não apresentando alterações visíveis;
• Disseminação silenciosa de microrganismos causadores de mastite;
•Desconforto para o animal – contrariando a directiva europeia que determina ser necessário “assegurar que os animais não sejam sujeitos a dores ou sofrimento evitáveis”. 
As características químicas e microbiológicas do leite mastítico são responsáveis por:
• Menor rendimento em queijo;
• Queijo de pior qualidade;
• Risco para a saúde dos consumidores, pois alguns dos microrganismos responsáveis por mastites subclínicas em pequenos ruminantes são patogénicos. 
DIAGNÓSTICO DAS MASTITES SUBCLÍNICAS 
A detecção de mastite subclínica só é possível através da análise do leite. Existem vários métodos de análise, podendo alguns ser executados no próprio local de ordenha, os chamados testes de estábulo, outros só podem ser realizados em laboratório.
O Teste Californiano de Mastites (TCM) é um teste de estábulo muito utilizado em vacas, que também já revelou ser fiável para a detecção de mastites subclínicas em ovelhas. Este teste dá indicação sobre a quantidade de células somáticas no leite. Estas células incluem as que resultam da descamação fisiológica do epitélio do úbere e, essencialmente, células de defesa da glândula mamária (glóbulos brancos e macrófagos) e estão normalmente presentes no leite. Quando existe uma inflamação, mesmo que não seja visível a olho nú, o seu número aumenta. Por isso, este parâmetro pode ser utilizado para se avaliar o estatuto sanitário de uma glândula mamária.
O TCM é de fácil execução e deve ser efectuado regularmente para fornecer informação sobre o estado sanitário dos úberes dos animais e sobre a qualidade do leite.
TCM
Material
- Dispositivo apropriado (“raquete”).
- Reagente TCM.
Método
- Antes da ordenha, recolher cerca de 2 mL de leite
de cada metade mamária para cada um de 2 receptáculos da raquete.
- Inclinar a raquete até o leite coincidir com as linhas desenhadas no fundo dos receptáculos (assim acerta-se a 2 mL).
- Deitar 2 mL de reagente TCM em cada receptáculo.
- Misturar exercendo um movimento circular contínuo com a raquete.
Interpretação
O resultado é positivo quando a mistura se torna viscosa ou gelatinosa. Quanto mais viscosa é a mistura, maior a quantidade de células somáticas presentes no leite e, portanto, mais grave será a inflamação.
APOIO LABORATORIAL
Os testes de estábulo são uma ferramenta de controlo ao alcance do produtor que podem, de facto, dar um bom contributo para reduzir a incidência de mastite subclínica. Porém, só no laboratório é possível determinar o número de células somáticas no leite, identificar o agente etiológico da mastite e determinar o tratamento adequado.
 

Autores: Maria Cristina Queiroga (Assistente da Universidade de Évora); Maria Eduarda Potes (Profa Auxiliar da Universidade de Évora);
Artur Moura Marinho (Prof. Associado da Universidade de Évora)
 Instituto de Ciências Agrárias Mediterrânicas, Departamento de Medicina Veterinária.


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