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Óleos essenciais tópicos na prevenção e tratamento de mastites

A mastite é um dos problemas que mais afeta e com mais impacto em explorações leiteiras. É conhecido, já muito tempo, os benefícios que algumas plantas, geralmente sob a forma de óleos essenciais, podem ter na saúde dos animais e por isso, ainda nos dias de hoje, muitos produtos comerciais contêm óleos essenciais entre os seus compostos para dar ao usuário um produto completo que não só cuide da saúde dos animais, mas que também promova o conforto e qualidade de vida.

No que diz respeito a mastites, uma limpeza e desinfeção cuidadas dos tetos após a ordenha pode prevenir o seu aparecimento; a infecção intramamária é iniciado e mantida com a contaminação da pele do teto por um agente patogénico que entra através do canal da mama e se multiplica na glândula mamária. A redução da população bacteriana na pele do teto diminui a probabilidade de ocorrência de mastite e reduz o risco de complicações mais graves além de se reduzir a dor, aumentando o conforto do animal.

Criando uma relação entre plantas com propriedades medicinais e a questão da mastite podem ser mencionadas certas plantas com características especiais, cujos óleos essenciais podem ajudar tanto na prevenção como na resolução de mastites; Entre eles estão a hortelã-brava (Menthaarvensis), o eucalitpo (Eucalyptusglobullus), gaultéria (wintergreen - Gaultheriaprocumbens) e aloé vera (Alore barbadensis).

O óleo essencial da hortelã-brava contém mais mentol que as outras hortelãs e é o mentol que lhe concede as suas propriedades características. O mentol dá à hortelã uma actividade anti-inflamatória, rubefaciente, anti-infecciosa, anti-bacteriana (contra Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Salmonella spp, entre outros), vasoconstritora, com aumento da frequência cardíaca, anti-fúngica e radioprotetora. O mentol tem ainda propriedades analgésicas, uma vez que a excitação dos nervos motores e sensoriais é acompanhada por uma redução da dor, e beneficia também o sistema imunitário. Daí a indicação do óleo essencial de hortelã em problemas de pele como eczema, em zonas com prurido e ulceradas, bem como mialgia, dor neuropática e problemas relacionados com o stress.

O óleo essencial de eucalipto, também chamado eucaliptol, é provavelmente o anti-séptico mais potente de entre os óleos essenciais. Tem grande poder anti-bacteriano, anti-inflamatório, analgésico, rubefaciente, insecticida, repelente e refrescante. Crê-se que possa aumentar a actividade do sistema imunitário, especialmente a imunidade inata, mediada por células. Recomenda-se o seu uso em animais com parasitas externos (carraças e ácaros), em feridas, queimaduras, abcessos e casos de eczema. Entre os seus usos mais importantes está a utilização no tratamento preventivo e terapêutico da mastite em vacas leiteiras.

Por outro lado, a gaultéria (wintergreen), produz um óleo essencial rico em salicilato de metilo, um composto com uma ação muito semelhante ao do anti-inflamatório não esteróide ácido acetilsalicílico, conhecido como aspirina. O óleo essencial de gaultéria, quando utilizado por via tópica tem propriedades rubefacientes, anti-sépticas, analgésicas e anestésicas leves. O salicilato de metilo estimula o fluxo sanguíneo nos vasos capilares e, por produzir uma sensação térmica de frio seguido de calor, tal como mentol, desvia a atenção do indivíduo da dor. É recomendado para o tratamento de colisões, contusões, escoriações e de áreas bastante inflamadas.

Por seu lado, as propriedades medicinais do aloé vera são conhecidas há séculos, sendo também há já bastante tempo utilizado para o benefício do homem no tratamento de animais. O aloé vera tem ação anti-séptica, anti-bacteriana, anti-fúngica, anti-inflamatória, analgésica, estimulante do sistema imunológico, antioxidante, angiogénica, hidratante, calmante refrescante e repelente. O óleo essencial de aloé vera é recomendado para o tratamento de queimaduras, feridas abertas, reacções alérgicas, áreas de prurido, ampolas, em casos de micose, eczema, edema, eritema e ulceração. Também é recomendado em casos de mastite, não só para limpar a área e deixá-la livre de bactérias, mas também para suavizar e hidratar a pele do teto de modo a manter a sua integridade.

Pode-se, portanto, verificar que as propriedades medicinais destas plantas podem ter uma grande utilidade numa exploração. A combinação de óleos essenciais já foi testada com excelentes resultados em casos de mastite. Num estudo, uma combinação de óleos essenciais foi aplicada com uma massagem suave de 5-7 minutos na glândula mamária 3 vezes por dia em vacas. Alcançaram-se valores de eficácia de 95% em comparação com as vacas tratadas convencionalmente.

É interessante notar que a utilização de produtos naturais é uma grande alternativa aos antibióticos, de forma a evitar efeitos secundários, como distúrbios gastrointestinais, e o aparecimento de bactérias multirresistentes a antibióticos. Além disso o leite e a carne são diretamente afetados pelos resíduos de antibióticos enquanto para um produto à base de óleos essenciais o intervalo de segurança é de 0 dias.

Adaptado pela equipa Milkpoint a partir do original "Los aceites esenciales tópicos en la prevención y cuidado de mastitis" de L. Balarezo e A. Quintana (2014)

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