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Por que razão as vacas recém-paridas são mais vulneráveis?


A maioria dos produtores de gado leiteiro sabe que, nas primeiras semanas após o parto, as vacas estão mais vulneráveis e em risco de contrair doenças. Poucos sabem porquê. Durante os 90 dias vitais (The Vital 90TM Days), ou seja, o período desde a secagem, cerca de 60 dias antes do parto, até um mês após o parto, o sistema imunitária da vaca está sobrecarregado. A imunossupressão que ocorre no periparto aumenta a vulnerabilidade da vaca.
Falamos primeiro sobre a imunidade ou a resistência do corpo a infeções.




Primeira linha de defesa:
Sistema imunitário inato



Esta é a primeira linha de defesa ativa fundamental contra microrganismos invasores causadores de infeção.
O sistema imunitário inato tem três grandes componentes:
• As barreiras físicas, como a pele intacta, as mucosas ou o esfíncter do teto. As feridas (como o teto danificado, úlceras
plantares ou o canal genital com lesões) podem consituir uma porta de entrada à infeção.
• A inflamação é desencadeada quando o corpo sente que está a ser atacado. É uma resposta normal e necessária. As células
lesadas enviam sinais químicos para o mecanismo de defesa do organismo. Um tipo de glóbulos brancos chamados
neutrófilos, reagem rapidamente a esses sinais migrando para o local da infeção.
• A fagocitose, mecanismo em que os neutrófilos e outras “células de defesa” reconhecem, ingerem e destroem os microrganismos
invasores nocivos antes que ocorra um problema grave. Os neutrófilos são uma arma fundamental do sistema imunitário.
Um sistema imunitário inato a funcionar é essencial para prevenir novas infeções. A capacidade dos neutrófilos para responder aos primeiros sinais de uma invasão bacteriana é fundamental para prevenir novas infeções.


Resposta específica:
Imunidade adquirida

A imunidade adquirida resulta numa “memória” no organismo que se “lembra” de uma infeção anterior. Ao contrário do sistema imunitário inato, visa normalmente um agente infecioso específico.
Algumas das células que levam a cabo a resposta imunitária adquirida produzem proteínas designadas por
anticorpos, que protegem o corpo contra futuros encontros com esses microrganismos.
Os produtores de gado leiteiro utilizam rotineiramente este ramo do sistema imunitário.
• A vacinação faz o corpo produzir anticorpos protetores contra doenças causadas por vírus ou bactérias específicos.
• O colostro contém os anticorpos da mãe (também conhecidos como imunoglobulinas) e é a forma de a Natureza ajudar a proteger o vitelo recém-nascido contra doenças, até ele poder combatê-las sozinho.

O que sucede ao sistema imunitário durante o periparto?
Durante The Vital 90TM Days, os níveis de alguns componentes do sistema imunitário,
concretamente os neutrófilos, descem para valores inferiores aos normais.
Sabe-se que há vários fatores – sujeitos a alterações durante o período de transição
– que contribuem para a imunossupressão.
• Cortisol, a “hormona do stress”, aumenta durante o parto. Outros fatores de stress ambiental podem aumentar ainda mais os níveis de cortisol. Isto tem um efeito negativo na mobilização dos neutrófilos para combater a infeção.
• Corpos cetónicos e ácidos gordos não esterificados (NEFA). Determinou-se que o
aumento dos níveis de corpos cetónicos, frequentemente associado a um balanço energético negativo, tem um impacto negativo na atividade dos glóbulos brancos.
• O cálcio é um elemento crítico na ativação das células imunitárias e na migração dos
glóbulos brancos para o local da infeção.



Proteger tanto a função imunitária como o equilíbrio energético são aspetos essenciais do maneio das vacas leiteiras durante os The Vital 90TM Days.





Bibliografia:
1. Goff J.P., (1997), Physiological changes at parturition and their relationship to metabolic disorders, Journal of Dairy Science, 80 (7), 1260-1268
2. Mulligan F.J., Doherty M.L., (2008), Production diseases of the transition cow. The Veterinary Journal, 176, 3–9
3. Sordillo L.M., (2005), Factors affecting mammary gland immunity and mastitis susceptibility. Livestock Production Science, 98, 89–99
4. Hammon D.S. et al,(2006), Neutrophil function and energy status in Holstein cows with uterine health disorders, Veterinary Immunology and Immunopathology, 113, 21–29
5. Kimura K., Goff J.P., Kehrli M.E., (2002), Decreased neutrophil function as a cause of retained placenta in dairy cattle, Journal of Dairy Science, 85 (3), 544–550
6. Miltenburg J.D., (1996), Incidence of clinical mastitis in a random sample of dairy herds in the southern Netherlands, Veterinary Record, 139 (9), 204-7




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