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Produtores italianos e britânicos vêem benefícios nos efectivos das explorações intensivas com animais Crossbreeding.

As vacas cruzadas são na sua maioria associadas a sistemas extensivos (nestes países), mas os produtores italianos e britânicos estão a ver os benefícios desta estratégia genética em sistemas de produção intensiva, relata Karen Wright.

Perspetiva Italiana do Crossbreeding

A raça Holstein domina no Vale do Pó em Itália com a presença do seu leite nas cooperativas e nos fabricantes de queijo, no entanto, o cruzamento está a ganhar cada vez mais interesse na zona sul de Milão.

Mas, mais recentemente, estes produtores de leite, obstinados, estão em busca de outras raças leiteiras que podem produzir leite em quantidade e qualidade, trazem a vantagem de melhor fertilidade e longevidade.

"Eu tive produtores que me perseguiram pela estrada quando eu sugeri usar touros da raça Vermelha Norueguesa para melhorar a força da vaca e a fertilidade", diz o consultor técnico da Geno Itália, Dario Pasetti. "Por fim eles experimentaram com algumas vacas e agora têm voltado a contactar-me."

Dr Pasetti, um veterinário qualificado, que trabalhou na  produção de gado nos EUA e em Itália nos últimos 25 anos, está a ver mais produtores neste reduto, tradicionalmente Holstein, a cruzar as suas vacas pretas e brancas com outras raças.
"Eles estão a ver vacas mais rentáveis - melhor fertilidade e longevidade, sem comprometer o leite", diz ele. "A Vermelha Norueguesa deu-lhes isso. Mesmo a F1 trouxe melhorias significativas na força vaca, fertilidade e longevidade. "

Depois disto, os produtores podem olhar novamente e decidir qual a raça que melhor se pode adequar ao seu sistema. "Há várias opções - talvez a Vermelha Norueguesa novamente, um terceiro cruzamento - ou voltar para o Holstein. Há muita flexibilidade para se adequar o sistema. O efetivo pode continuar a melhorar e beneficiar de outras raças”.

Ernesto Fasoli começou, há sete anos, a cruzar algumas das suas 130 vacas Holstein com a Vermelha Norueguesa, principalmente para melhorar as características de saúde do seu efetivo. Apesar de rendimentos médios de 10.000 litros, ele não estava satisfeito com a contagem celular de 180.000 / ml e a fertilidade - o intervalo entre partos era de 420 dias.

Agora ele usa touros Vermelho Norueguês em todo o efectivo e está a considerar fazer um Triple Cross com Fleckvieh. Os rendimentos não foram afetados desde a introdução das vacas cruzadas. A média aos 305 dias do efectivo é de 9.762 kg com 3,8% de proteína, 4% de gordura e com um intervalo entre partos de 390 dias.

Os dias em aberto caíram de 140 dias para 110 dias e estão a usar agora uma média de 1,7 palhinhas de sémen por prenhez em comparação com 2,5 antes de iniciarem os cruzamentos.


Foto: Ernesto Fasoli, (Farmers Weekly)

Mas são os benefícios para a saúde dos animais que estão a ser muito evidentes. "Eu gostei de imediato da melhoria nos pés, na fertilidade e resistência a doenças que veio com as vacas cruzadas. E isto significava uma maior longevidade ", diz ele.

"E com o passar do tempo, a resistência a doenças - ou a saúde - tornam-se mais evidentes. Nós quase nunca temos retenções de secundinas e a contagem celular permanece baixa -. Tipicamente inferior a 140.000 / ml "

Perspectiva Britânica do Crossbreeding

Richard Knapman, produtor de Nort Devon está a executar um sistema intensivo de produção, com o seu efetivo de raça cruzada.

Confrontado com apenas 22ha dos 202ha da unidade leiteira, junto a uma estrada principal, ele decidiu abrigar as suas vacas de alto rendimento durante mais tempo.

"Nós agora mantemos confinados os animais que produzam mais de 30 kg por dia até os 200 dias em lactação. Após esta fase elas começam a ir à pastagem durante o dia e à secagem ficam no exterior continuamente. "

Esta mudança não afetou o rendimento ou a qualidade do leite deste efetivo, que agora é mais de 50% Vermelha Norueguesa cruzada com Holstein e já com algumas novilhas cruzadas de Fleckvieh.

Este produtor alimenta os seus animais para uma produção média de 36 litros por dia, com recurso a um unifeed, fornecendo uma mistura à base de silagem de milho e silagem de azevém com a adição de uma mistura de concentrados. Esta mudança na dieta também desempenhou um papel importante no seu efectivo de modo a atingir uma média recorde de 10.300 aos 305 dias em Setembro de 2014, comparativamente a 8900 kg no ano anterior.

"As vacas cruzadas respondem bem num sistema mais intensivo", acrescenta. "Você pode perder um pouco de leite com as novilhas - talvez 200 kg por lactação, mas agora tenho animais a fazerem a sexta lactação e finalizarem-na com 13.000 kg que compensam a perda inicial em larga escala. Eu raramente tinha uma sexta lactação no meu efetivo Holstein para comparar as produções nesta fase”

Richard Knapman também tem visto benefícios na deteção de cios (que são mais evidentes) e os benefícios para a qualidade do leite. “Isto melhorou muito a nossa taxa de prenhez que agora se encontra 9% acima da média nacional.”

A qualidade do leite é certamente melhor. "Mesmo que não as alimentemos para conseguir melhores teores de constituintes, as médias das cruzadas são de 4,2% de gordura e 3,3% de proteína, enquanto as nossas Holstein em média davam 3,7% de gordura e 3,1% de proteína."


Foto: Vacas cruzadas Vermelha Norueguesa x Holstein, (Geno UK)

Este artigo é original do site Farmers Weekly e foi traduzido e adaptado pela equipa do MilkPoint


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