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Vacas híbridas podem ter maior eficiência alimentar

Os animais com vigor híbrido podem ser mais eficientes na conversão de alimentos em quilos de proteína e gordura.

O olhar pode enganar. Num ensaio de quatro anos na Universidade de Minnesota, as vacas híbridas produziram os mesmos quilos de gordura e proteína que as Holandesas de raça pura, mas comiam 0,9 kg menos alimentos por dia, com base na matéria seca. O resultado: uma vantagem na relação de rendimento sobre custo do alimento (income over feed cost – IOFC) 34 cêntimos (dólar) por vaca por dia para novilhas híbridas de primeira parição e uma vantagem de 60  por vaca por dia para vacas híbridas de segunda e terceira lactação.

Os cruzamentos  são uma combinação de Montbeliarde, Viking Red e Holandesa (ProCROSS). 

O estudo foi conduzido apenas nos primeiros 150 dias de lactação. Mas não há motivos para não acreditar que a vantagem da eficiência alimentar do cruzamento se estenda por toda a lactação. As vacas híbridas de segunda e terceira lactação podem ser um pouco mais eficientes do que as novilhas.

"Em suínos e bovinos de carne, há um vigor híbrido para a eficiência alimentar", diz Les Hansen, geneticista do setor de lácteos da Universidade de Minnesota. Assim, pode-se assumir um efeito semelhante no gado leiteiro, e este estudo, embora com um número limitado de animais, indica que existe. 

Houve pouco mais de 200 lactações de vacas envolvidas no estudo: 123 novilhas de primeira parição (60 Holandesas de raça pura, 63 híbridas) e 80 vacas de segunda e terceira lactação (37 Holandesas, 43 híbridas). Para compensar os números pequenos, a coleta de dados foi intensa. O consumo de alimentos foi registrado diariamente e o peso corpóreo e o escore de condição corporal foram registrados semanalmente. 

A estudante, Brittany Shonka-Martin, fez a pesagem e o score de condição corporal ao longo do estudo de quatro anos para garantir a consistência. Ela descobriu que os animais híbridos tinham cerca de um quarto de ponto a mais de condição corporal do que a raça pura. As híbridas e Holandesas não foram Assim, as vacas de primeira lactação e as vacas mais velhas híbridas apresentaram maior média de proteína e gordura, leite com maior energia corrigida por unidade de ingestão de matéria seca e maior produção de proteína por unidade de ingestão de proteína bruta.

Em dólares: o IOFC para Holandesas de primeira lactação foi de US$ 825 nos primeiros 150 dias de lactação, em comparação com US$ 875 par as híbridas de primeira lactação. Para vacas de segunda e terceira lactação, as Holandesas tiveram um IOFC de US$ 1.208 em comparação com US $1.296 para as híbridas.

Existe um potencial do vigor híbrido para a eficiência alimentar. As híbridas foram inerentemente capazes de converter menos alimentos em mais sólidos de leite, o que pode ser explicado pelo seu próprio metabolismo.

Se pensarmos numa exploração que ordenha 1.000 vacas, a quantidade de diferença de matéria seca seria uma tonelada por dia. Alguns  efetivos híbridos, aproveitando esta maior eficiência alimentar, já estão a fornecer uma ração um pouco mais barata com menos amido. As informações são do Dairy Herd Management.

 

 

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NAYARA SILVA

EM 23/08/2018

Parabéns aos pesquisadores, um avanço e tanto pra o gado de leite e a zootecnia. Estou fazendo um trabalho na universidade sobre esses animais híbridos e gostaria de compartilhar essa história maravilhosa, mas não há fotos do animal, será que vocês poderiam ceder algumas imagens?
NAYARA SILVA

EM 23/08/2018

Que pesquisa maravilhosa! É com certeza um avanço e tanto pra o gado de leite e pra zootecnia. Estou fazendo um trabalho na universidade sobre animais híbridos e gostaria de incluir esse relato, mas não há fotos dos animais. vocês poderiam ceder alguma? Obrigado desde já!